Jéfferson Peixoto SECOM
De acordo com um estudo elaborado pela Resume Builder, plataforma para quem busca emprego, 90% das empresas retornarão ao escritório até o final de 2024. Em contrapartida, uma pesquisa da Bare International, líder em levantamento sobre a experiência do cliente, revelou que 70% dos colaboradores que atuam em regime remoto ou híbrido não gostariam de voltar ao modelo presencial. Em dada conjuntura, em que as corporações encontram resistência contra o presencial por parte dos trabalhadores, torna-se cada vez mais importante oferecer diferenciais atrativos que estimulem o colaborador a frequentar os ambientes corporativos.
Neste cenário, os mercados autônomos têm conquistado notoriedade nos espaços empresariais que visam oferecer tecnologia e comodidade para os funcionários. Para se ter uma ideia, no último ano, 10% de toda a receita do market4u, rede de mercados autônomos que opera em condomínios comerciais e residenciais, foi proveniente de empreendimentos comerciais.
Segundo Eduardo Córdova, CEO do market4u, em três ou quatro anos, a quantidade de mercados autônomos em empresas deve expandir exponencialmente. “Atualmente, o Brasil conta com mais de 300 mil corporações que possuem mais de 100 colaboradores e nos próximos anos, 80% dos mercados autônomos do país estarão instalados nessas empresas”, comenta o executivo.
De acordo com Córdova, a consolidação do segmento dentro das corporações deve-se ao fato de ir além dos benefícios tradicionais como vale-transporte e vale-refeição, proporcionando praticidade para a rotina do colaborador. “Com um mix de produtos que variam entre snacks para o dia a dia e itens que o trabalhador precisa em casa, os mercados autônomos dentro das empresas conseguem viabilizar um espaço de convivência diferenciado que requinta a experiência dos colaboradores e, ao mesmo passo, proporciona comodidade”, explica o CEO do market4u.
Neste aspecto, Córdova revela que o market4u possibilita a personalização de parte do mix de produtos de acordo com a necessidade e cultura da empresa. “A ideia de ter uma loja autônoma dentro da empresa é proporcionar, além da praticidade, uma interação entre a equipe, visto que o ambiente pode ser um lugar de socialização e relaxamento. Assim, procuramos personalizar ao máximo cada loja conforme a demanda da corporação. Por exemplo, algumas companhias liberam bebidas alcoólicas aos funcionários após determinado horário, outras desejam uma gama maior de produtos saudáveis, e há algumas que fornecem um valor para os profissionais gastarem na loja da forma que acharem melhor”, finaliza.
Com mais de 2000 unidades em operação, o market4u prevê encerrar o ano de 2024 com o dobro de unidades em funcionamento e faturar cerca de R$ 340 milhões.
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