Uma cena que se repete nas greves das diferentes categorias são ameaças e princípios de agressão aos “fura greve”. Na greve dos rodoviários de Salvador vans e “amarelinhos” foram apedrejados na madrugada de hoje.
Motoristas de transporte alternativo, que optaram por não se identificar, relataram via whatsapp que agressores chegaram em carros de luxo, “perfumados e com roupa de grife. De longe percebi que não foram os sindicalistas que quebraram os amarelinhos e ameaçaram os seguranças com armas em punho”.
Em entrevista ao Jornal da Manhã da TV Bahia, o sindicalista e vereador Hélio Ferreira negou ações de truculência contra permissionários de transporte alternativo: “a ordem é liberar as catracas e só. Negamos qualquer tipo ação contra o transporte complementar”.
As empresas que deveriam oferecer um serviço digno ao soteropolitano especulam com o caos na mobilidade urbana, utilizando a greve como forma de pressionar a gestão municipal para reajustar a tarifa ou bem diminuir a frota de ônibus rodando a cidade. “Talvez sejam as empresas as verdadeiras interessadas na greve para pressionar a Prefeitura. Os empresários desejam desassistir áreas periféricas da cidade”, explicou em entrevista coletiva na tarde de terça-feira (22), ACM Neto.
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