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A proposta foi apresentada durante entrevista à Central das Eleições 2026, da Rede Bahia.
Segundo Neto, o planejamento partirá dos 27 territórios de identidade da Bahia para identificar os chamados “buracos assistenciais” e definir quais serviços deverão ser oferecidos em estruturas municipais, microrregionais e regionais. A ideia apresentada pelo candidato é aproximar o atendimento dos pacientes e reduzir a pressão sobre hospitais de Salvador e Feira de Santana.
“Olhando o mapa da Bahia eu diria que neste momento os 27 territórios de identidade do estado eles vão ser desenhados a partir de um novo sistema para a saúde onde você considere as camadas de atendimento. Tem a camada municipal, tem a camada micro regional, e tem a camada regional para que os hospitais de Salvador e de Feira de Santana que normalmente são os mais demandados fiquem menos pressionados e que a gente leve esse atendimento para o interior”, disse.
“Vai haver um desenho novo que a partir desses buracos assistenciais do Estado, nós vamos ver o que o hospital municipal pode resolver em parceria. Então, não tem que construir um novo hospital, a gente vai pegar o municipal, vai equipar, vai qualificar e vai atender lá. (Determinar) O que o hospital microrregional que vai atender 10, 15 municípios vai poder fazer. E a partir daí é que a gente vai ter expansão dos hospitais regionais”, disse.
Neto ainda ressaltou que é preciso mudar o sistema de regulação na Bahia, o que, segundo ele, será uma das prioridades para os primeiros dias de governo, caso seja eleito. “Existe hoje um sistema de regulação que funciona bem em São Paulo. Esse sistema olha o estado de maneira descentralizada. Não dá para um paciente que está em Jucuruçu, por exemplo, como aconteceu outro dia, esperar um tempão e quando ele consegue uma regulação é mandado para a Jequié. O paciente tem que ser regulado para a região, para a área onde está vivendo ou mais próxima de onde ele está vivendo”, pontuou.
Ele exemplificou a situação do Hospital do Oeste, que está sobrecarregado, e defendeu a ampliação da unidade. “Já existe um hospital em Barreiras, mas é um hospital insuficiente para atender as demandas do oeste da Bahia. Na porta é fila de ambulância com paciente esperando dentro da ambulância ou então é gente que vai para Brasília ser atendida porque não tem atendimento na região”, apontou.
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