O pré-candidato a governador ACM Neto afirmou nesta quarta-feira (22), em Itatim, que o próximo chefe do Executivo estadual deve fazer concurso público para aumentar o efetivo de policiais e destacou que a carreira deve ser valorizada pelo governo. A visita à cidade foi a última da agenda Pela Bahia este ano. No total, Neto esteve em 70 municípios desde janeiro.
Na entrevista à imprensa da região, Neto ainda ressaltou a necessidade de um plano estratégico que leve em conta o potencial de cada região da Bahia. A visita a Itatim contou com a participação de lideranças locais e regionais.
Ao falar sobre o avanço da violência, o pré-candidato a governador afirmou que a questão foi tratada como problema secundário pelos governos petistas. Ele disse que os governadores do PT transferiram responsabilidade e que, se for eleito, pretende chamar para si o problema, sem procurar culpados ou desculpas. Neto voltou a se posicionar contra a legalização das drogas, que foi defendida pelo atual secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, e frisou a necessidade de valorização dos policiais e de maior uso da tecnologia para combater o crime.
“Existe hoje um problema sério no estado da Bahia que é um efetivo de policiais abaixo do necessário. Portanto, será fundamental que o próximo governador faça concurso público, contrate policiais e aumente o efetivo de policiais presentes na rua. Depois, será essencial valorizar a carreira. Hoje a gente conversa com os policiais militares e civis, e eles estão desestimulados. Essa carreira precisa ser valorizada, apoiada, incentivada, que é algo que eu pretendo fazer caso seja eleito governador”, afirmou.
“Quando eu visito municípios nessa caminhada pela Bahia, tenho tido a oportunidade de conversar e de ver de perto os problemas. A gente chega em muitos municípios e qual é a realidade? A gente encontra um policial por turno para cobrir a cidade toda, a sede e a zona rural. Muitos municípios com as delegacias fechadas. Muitos municípios sem viatura. Quando funciona alguma coisa é porque o prefeito ajuda a manter ali a estrutura da segurança pública, porque se o prefeito não ajudar, não tem”, continuou.
Interiorização da Saúde – Sobre a regulação, chamada por lideranças do interior de “fila da morte”, Neto disse que o sistema não tem funcionado. “Quando você se dirige à regulação do estado é uma dificuldade. Muitas vezes as pessoas esperam meses, quando não mais de ano, para conseguir o internamento, fazer uma consulta ou um exame. Essa realidade tem que ser mudada e só tem um caminho, que é interiorizar assistência à saúde, ampliando a quantidade de hospitais regionais, fazendo um trabalho em parceria com os municípios”, disse.
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