Uma coisa é certa: o vice-governador João Leão (PP) será peça chave na próxima eleição, seja na cena local ou nacional. A mais recente informação que circula nos bastidores da política é a de que ele foi convidado para assumir o Ministério da Saúde, no governo Michel Temer (MDB), após o retorno do atual titular da pasta, Ricardo Barros (PP), para a Câmara dos Deputados. Segundo a “rádio corredor” em Brasília, o convite foi formalizado pelo presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, em reunião na capital federal com os deputados federais Mário Negromonte Jr. e Cacá Leão e o senador Roberto Muniz. Anteontem, Leão representou a Bahia em uma reunião com o presidente Temer, que anunciou o financiamento de recursos para a área de segurança Pública. Procurado pela Tribuna para comentar o caso, Leão confirmou que está recebendo diversos convites de ambos os lados e comentou a situação.
“Esses caras estão me convidando, mas eu não sei se quero, não. É um negócio complexo. Primeiro: eu vou largar agora [o governo] para não ser candidato? É um negócio complicado”, disse. “Você já leu aquele livro ‘O Desejado’? É um livro que conta a história de um rei português [Dom Sebastião]. Então, estou me sentindo personagem de um livro: o desejado”. Leão analisa as opções que tem. “Tenho meus companheiros do lado de cá, que me deram o prazer de poder escolher tanto o Senado, quanto a vice-governadoria. Do outro lado, eu estou sendo o desejado”. A Tribuna, então, questionou ao progressista sobre o que ele vai fazer. Em tom de brincadeira, ele respondeu: “Se eu disser o que vou fazer, deixo de ser desejado”, enfatizou, para afirmar que “no momento certo irá se posicionar”.
A informação é que a indicação de Leão para a pasta Saúde seria uma sinalização do papel-chave da legenda na Bahia para o plano nacional, o que aproximaria o grupo político do Palácio do Planalto e do Palácio Thomé de Souza. O vice-governador atualmente é o único interlocutor do governo baiano com Temer – já que o governador Rui Costa é adversário declarado do chefe do Executivo federal.
Articulação colocaria Cacá Leão na vaga ao Senado
Segundo publicado pela Tribuna, em janeiro, a articulação partiu do próprio ministro Ricardo Barros, que está deixando cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, e é um dos amigos mais próximos de Leão em Brasília. O convite seria formulado a Leão numa operação comandada também pelo DEM nacional em troca da indicação de seu filho, Cacá, para candidato a senador na chapa do prefeito ACM Neto ao governo. Com isso, Leão teria que afastar-se do governador Rui Costa (PT)”
Leão revelou suas impressões sobre o grupo oposicionista liderado por ACM Neto. Ainda em janeiro, começou também a circular a informação de que o PP estaria costurando uma aliança nacional com o DEM, apoiando Rodrigo Maia na candidatura presidencial e ACM Neto ao governo baiano. O deputado estadual baiano Robinho (PP) chegou a afirmar para a Tribuna, na ocasião, que próprio vice-governador teria dado sinais de insatisfação. Na época, o PP negou os rumores.
Fonte: Tribuna da Bahia On Line
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