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O movimento de ACM Neto não é institucional, é cirúrgico. Ao dizer que “esperou os desdobramentos” antes de procurar Ângelo Coronel, Neto deixou claro que o rompimento do senador com Jerônimo Rodrigues não é ruído: é fratura exposta dentro do grupo petista.
A leitura é simples: o PT perdeu o controle do PSD na Bahia e agora tenta administrar o estrago em silêncio.
Coronel não é um nome qualquer… foi eleito ao Senado em 2018 com mais de 2 milhões de votos, puxado por uma base municipalista que hoje segue ignorada pelo governo estadual. Prefeitos, vereadores e lideranças do interior já não escondem o incômodo com a condução política de Jerônimo, marcado por isolamento, dificuldade de diálogo e um governo que chega a 2026 sem entregas estruturantes para mostrar.
Ao mesmo tempo, Neto amplia o desenho da chapa e joga pressão máxima sobre o PT.
Enquanto a petezada briga para manter aliados na marra, a oposição monta um palanque com quem tem voto, estrutura e vontade de acabar com 20 anos de PT na Bahia.
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