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O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) registrou nesta quinta-feira (30) seu plano de governo para o período de 2027 a 2030 no sistema de Divulgação de Candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral. Batizado de “Mudança com Segurança”, o documento coloca a segurança pública entre as principais prioridades e apresenta uma proposta que altera diretamente a cadeia de comando: caso seja eleito, Neto promete assumir pessoalmente a coordenação das políticas e das operações de enfrentamento ao crime.
O centro da estratégia é a criação da chamada Governadoria da Segurança, uma estrutura ligada diretamente ao chefe do Executivo e destinada a integrar as polícias, o sistema penitenciário e os órgãos responsáveis pelo combate à criminalidade. Em vez de deixar o acompanhamento cotidiano concentrado apenas no secretário da Segurança Pública, o modelo prevê a participação direta do governador na análise de operações, metas, indicadores e resultados de cada região da Bahia.
A proposta já havia sido antecipada por Neto, que afirmou que o espaço seria usado para coordenar de forma integrada as ações policiais.
Na prática, o plano estabelece reuniões semanais presididas pelo governador com o secretário da Segurança, os comandos das polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Técnica. Encontros mensais reuniriam também os responsáveis pelos comandos regionais, que teriam de apresentar diretamente ao chefe do Executivo seus números, metas, operações pendentes e dificuldades.
A promessa é transformar a segurança em uma responsabilidade cotidiana do governador, com cobrança nominal sobre as áreas que não apresentarem evolução.
Entre as medidas previstas estão o bloqueio total da comunicação nos presídios, o isolamento de lideranças criminosas, a ampliação do reconhecimento facial, o uso de drones e a criação do Programa Porto Seguro, destinado a facilitar o acesso de policiais à moradia fora de áreas de risco. O documento também propõe a DEAM Virtual, o monitoramento ativo de agressores de mulheres e uma política de valorização profissional das forças de segurança. O bloqueio de celulares nas unidades prisionais aparece entre as ações prometidas para os primeiros 100 dias de governo.
Outra mudança está na forma de medir os resultados. O plano prevê o uso de dados do Centro de Operações e Inteligência e do Centro Integrado de Comunicações, com metas públicas de redução de homicídios e de letalidade policial, em vez de uma avaliação baseada apenas no número de prisões realizadas. Os resultados seriam divulgados semestralmente para que a população pudesse acompanhar o desempenho da política de segurança.
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