O líder do DEM na Câmara Municipal de Salvador, vereador Alexandre Aleluia, contestou o vereador Sílvio Humberto (PSB) que afirmou que o ensino de língua estrangeira teria sido reduzido em uma hora na rede municipal de ensino para a inserção do ensino religioso obrigatório. Aleluia também discorda da crítica do socialista à obrigatoriedade do ensino religioso.
“A Portaria nº 464/2016 não retira uma hora de ensino de língua estrangeira. A carga horária continua a mesma. E o ensino religioso tornou-se obrigatório por determinação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). A Secretaria da Educação está apenas cumprindo a lei”, comentou Aleluia.
Alexandre Aleluia defendeu ainda a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas. “Ensino religioso não é catequese. Estudar a religiosidade é também estudar a própria condição humana; as pessoas são naturalmente religiosas e, nas escolas, podem ser estudadas as diversas formas como se apresentam as manifestações religiosas, sejam elas cristãs ou não”, disse o líder do DEM na Câmara Municipal.
Aleluia rebateu também a crítica de Sílvio Humberto ao conservadorismo. “O conservadorismo é justamente a defesa de nossas tradições, da nossa cultura, daquilo que nos distingue enquanto povo. Por isso convido Sílvio a ler autores conservadores atuais. Ele usa o termo ‘conservadorismo‘ como um espantalho, um termo abstrato”, disse Aleluia.
“O vereador falou do perigo da ‘pregação em sala de aula‘, mas não recorda que foi o cristianismo o responsável pela difusão do ensino gratuito e para todos. Em igrejas, catedrais e mosteiros funcionavam escolas com ensino gratuito”, respondeu Alexandre Aleluia.
Foto: Rafael Santana/TV Servidor
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