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O ministro Alexandre de Moraes recuou e liberou o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, das medidas cautelares que o impediam de conversar com Jair Bolsonaro há mais de um ano. Valdemar, que estava proibido até mesmo de viajar para fora do país, recuperou hoje seu passaporte, quase R$ 54 mil em dinheiro vivo, três relógios de luxo e dois iPhones apreendidos pela Polícia Federal.
Moraes nem mesmo esperou a Procuradoria-Geral da República se manifestar, afirmando que não via mais necessidade dessas restrições contra o dirigente do PL.
A decisão veio depois de uma reunião pessoal entre Alexandre de Moraes, Valdemar e o advogado Marcelo Bessa, na tarde desta terça-feira (11). O ministro do STF afirmou que, como a PGR não denunciou Valdemar pela suposta trama golpista de 2022, não fazia sentido manter as medidas contra ele. Com isso, Valdemar e Bolsonaro finalmente podem voltar a se reunir sem qualquer impedimento judicial, algo que já vinha causando muito desconforto dentro do PL.
Essa reviravolta no STF pode fortalecer ainda mais Bolsonaro, que hoje confirmou ser candidato a presidente em 2026. Ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Bolsonaro criticou duramente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que “não houve democracia” nas eleições que perdeu para Lula. Também voltou a defender a anistia dos presos pelos atos do 8 de janeiro de 2023, mostrando que sua base segue mobilizada contra o que considera perseguição judicial e política da esquerda radical.
Ao ser questionado se estaria pensando em um substituto para sua candidatura, Bolsonaro deixou claro: “Por enquanto, eu sou candidato, pois, como eu disse, é uma negação à democracia não ter esse direito”. Ainda ressaltou que tanto ele quanto Tarcísio devem disputar as eleições—ele como presidente e Tarcísio buscando a reeleição em São Paulo.
O ex-presidente ainda aproveitou para elogiar o governador paulista, mas deixou claro que sua própria experiência como chefe do executivo federal o coloca em vantagem.
Enquanto isso, o ministro Moraes ainda mantém cautelares contra outros nomes ligados a Bolsonaro, como Tércio Arnaud Tomaz e Amauri Feres Saad, mas tudo indica que estas medidas também podem cair a qualquer momento, já que a própria PGR já sinalizou favoravelmente nesse sentido.
Na prática, Alexandre de Moraes sinaliza uma mudança importante em suas decisões contra a direita, o que pode representar um grande impulso para Bolsonaro e seus aliados às vésperas de mais uma campanha presidencial.
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