Reprodução Instagram
Em entrevista ao BNews, o senador Otto Alencar fez uma breve análise sobre o momento atual na política do Estado assim como desdobramentos da saída do PP da base petista e seu projeto de reeleição ao Senado. O senador revelou, ainda, detalhes das conversas que teve com o ex-presidiário petista Lula da Silva.
Para o social democrata, os boatos da sua candidatura ao Governo não passou de especulações.
“Sempre me coloquei como candidato ao Senado. O Partido dos Trabalhadores escolheu o nome do secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues, que tem o meu apoio, apoio do nosso grupo. Vamos caminhar juntos, como sempre estivemos juntos e confiantes porque nós temos todo um acervo de lideranças que vai de vereador ao vice-prefeito, a prefeito, todos eles reunidos, que sem dúvida nenhuma é uma militância muito forte e eu acredito muito nessa militância forte para disputar uma bela eleição (…) desde o início com Wagner eu disse a ele que não aceitava ser candidato a governador. Eu disse a ele, disse ao presidente Lula em São Paulo. Presidente Lula ainda conversou comigo, ‘olha Alencar, veja aí, reveja’. Eu disse, presidente eu não sou candidato. Quando eu votei em São Paulo na quarta-feira, na segunda-feira seguinte o presidente Lula me ligou e disse textualmente ‘olha eu vi que você ficou constrangido porque você não quer ser candidato. Se é candidato a senador, eu vou lhe apoiar. Eu disse permanentemente a Wagner, disse a Rui, fui na Seplan, naquele dia que você foi me entrevistar, e disse a João Leão que eu não era candidato a governador, era candidato a senador, disse a ele lá na vista de Jabes, do deputado Cacá Leão. Então eu fui honesto com o meu pensamento, com meu projeto político a vida inteira. Não declinei em nenhum momento. Só que nesse período me fizeram candidato a governador sem eu ser. Você não pode ter um projeto político e, de repente, mudar dele sem se preparar para exercer, primeiro, a liderança de uma candidatura ao governo, que não é tão fácil e depois ir para o governo sem ter essa ideia de voltar a ser Executivo”.
Em um trecho da entrevista, Otto acusou Bolsonaro de “discriminar a Bahia”.
“Sou contra a política econômica do governo, a política de saúde que levou e ceifou quase 700 mil vidas aí pela pandemia. Sou contra a política de discriminação da Bahia, a Bahia sem investimento nenhum. Não tem uma obra nova iniciada na Bahia. Eu desafio o presidente da República a mostrar uma obra que ele iniciou na Bahia, concluiu algumas, não iniciou nenhuma obra na Bahia. Fez o cerco no governador Rui Costa. Pelas crises recorrentes que aconteceram, todas gestadas pelo presidente da República, de e agredir jornalista, como agrediu várias vezes, agredir as mulheres, ameaçar pessoas, ameaçar a democracia no 7 de setembro de 2020. Então eu não sou contra essa política, eu fiz oposição responsável o tempo inteiro a Bolsonaro. E aqueles que apoiaram o Bolsonaro precisam agora botar a cara como apoiadores de Bolsonaro. Muitos estão aí e vão ter que sustentar esse legado do Bolsonaro. Eu vou sustentar o legado aqui do governador Rui Costa, do ex-governador Jaques Wagner, nesse período que nós estamos juntos, e o legado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eu vejo meu país com muita tristeza agora no mapa da fome desde o fim 2017. Saiu do mapa da fome em 2014, entrou em 2017 e está até hoje, o desemprego e milhões e milhões de brasileiros com carestia, a inflação da cesta básica altíssima, os juros de dez 10.75%. Consegui com o Banco Central, com o Ministério da Economia, talvez uma das coisas mais importantes que conseguimos agora, que não se alterasse os encargos financeiros dos contratos assinados com agronegócio, com a indústria e com os serviços. Então, quem assinou contrato de financiamento de 3%, ia passar para 10.75%, O Banco CentraL, através do nosso trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos, editou uma portaria mantendo os encargos financeiros dia do contrato, e não com a revisão do aumento dos juros. Com dólar alto, com bolsa oscilando, eu sou um crítico disso”.
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