Para a grande maioria dos correligionários, o rompimento entre Otto Alencar e Ângelo Coronel já era tratado como “questão de tempo”.
Desde a eleição de 2022, agentes políticos do PSD, afirmaram que Coronel quis “democratizar as decisões” do PSD com prefeitos, vereadores e lideranças ao invés de esperar a determinação monocrática do “coronel” Otto Alencar.
O ambiente azedou de vez, informa Política Livre, quando os filhos dos dois passaram a competir diretamente por protagonismo eleitoral, transformando a disputa de votos em uma briga de honra dentro das próprias famílias.
Com o clima já insustentável, o choque entre os compadres acabou sendo inevitável. Políticos próximos aos dois relatam que Otto, forjado no carlismo, jamais aceitou contestação interna e acreditava manter o controle do partido até o fim.
A vaga de vice nunca foi oferecida oficialmente a Coronel, apenas a suplência ao Senado na chapa de Jaques Wagner, reiterada publicamente também pelo ministro Rui Costa.
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