Ano eleitoral exige mais cautela em cibersegurança e proteção de dados, aponta especialista

Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Em 2024, haverá eleições para prefeitos e vereadores nos 5.568 municípios do Brasil. A  recente instituição da Política Nacional de Cibersegurança (PNCiber), que visa orientar as atividades de segurança cibernética no País, é mais um indício de que o cerco contra os cibercrimes está se fechando. A medida deve evitar que outros casos, como  de disparos em massa para contatos via WhatsApp, infringindo a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD), aconteçam no pleito deste ano.

O especialista em cibersegurança, Leonardo Baiardi, líder da equipe de segurança da dataRain, ressalta que as atualizações legais desempenham um papel fundamental na defesa da segurança cibernética e na proteção dos direitos individuais dos cidadãos em um ambiente cada vez mais digitalizado e interconectado. “É importante lembrar: sem a garantia da proteção e privacidade, além das multas, todo o ecossistema de uma democracia é colocado em xeque”.



Baiardi ressalta que o ambiente político é um alvo atrativo para ameaças cibernéticas, especialmente durante as eleições, quando os dados dos eleitores podem ser alvo de manipulação e exploração. “As eleições de 2024 exigirão um empenho extra na proteção de dados e na cibersegurança para garantir a integridade do processo eleitoral e proteger os direitos fundamentais dos cidadãos”, afirma.

Com a implementação de medidas robustas de segurança cibernética e o cumprimento das regulamentações, como a LGPD, Baiardi enfatiza a importância de empresas e órgãos governamentais estarem preparados para enfrentar possíveis ameaças cibernéticas durante o período eleitoral. “É essencial que todos os envolvidos no processo adotem medidas proativas para proteger os dados dos eleitores e garantir a transparência e a confiabilidade das eleições”, destaca.

Getty

Para evitar ataques e o vazamento de dados, o especialista recomenda uma estratégia baseada no tripé: pessoas, processos e tecnologias. “Em termos de pessoas, os treinamentos e simulações de ataques de engenharia social internos devem ser realizados periodicamente, para que exista um mapeamento dos setores mais suscetíveis a esse tipo de ameaça”, detalha.

Em termos de processo, Baiardi indica atenção aos padrões de mercado para o tratamento e processamento de cada tipo de dado sensível. “Por exemplo, na indústria financeira existe o PCI-DSS (Payment Card Industry Data Security Standard), que define quais são as exigências quando se lida com dados de cartões de crédito, definindo as regras para processamento e armazenamento dos mesmos. Isso se reflete na aplicação de frameworks que garantem que as cargas de trabalho que usam esses dados estejam em conformidade com os padrões de mercado”.

Por fim, ao considerar tecnologias, é importante escolher opções que apoiem a segurança em nuvem pública, como autenticação de dois fatores, políticas de senha robustas, segurança de e-mail e criptografia de dados. “Por isso, é fundamental fazer uso de tecnologias que apoiem os outros dois pilares, como por exemplo: a aplicação de duplo fator de autenticação para seus usuários, definição de políticas de segurança internas que exijam senhas complexas, soluções de segurança de e-mail, garantir criptografia dos dados em trânsito e em repouso, uso de soluções de detecção e prevenção a intrusão (IDS/IPS), filtragem de pacotes (Firewall), entre outros. Cada caso vai exigir um olhar detalhado para que seja construída uma solução sob medida para o cliente”.

O especialista alerta para a necessidade de se proteger de ciberataques, que podem gerar tanto prejuízos financeiros quanto danos à reputação da empresa, gerando redução no valor de mercado e encarecimento para contratação de um seguro cibernético, ou solução de segurança emergencial. “Por isso, é essencial que empresas procurem uma consultoria especializada em segurança, com objetivo de fazer uma avaliação de risco, e assim elaborar um plano de remediação que mitigue as chances de um ataque bem-sucedido”, finaliza.



Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

Recent Posts

“Não trouxeram nenhum documento”: Deltan Dallagnol diz que Lula assinou acordo e não levou arquivos

Deltan Dallagnol afirma que Lula não apresentou ao TSE os documentos esperados sobre a quebra…

12 horas ago

Maternidade e Hospital da Criança de Salvador completa seis meses com mais de mil partos e histórias de acolhimento e humanização

Entre a expectativa pela chegada de um filho, o trabalho de parto, o nascimento do…

12 horas ago

Com mobilização de ACM Neto e João Roma, Feira de Santana entra na reta final da campanha de Flávio Bolsonaro

ACM Neto e João Roma articulam mobilização por Flávio Bolsonaro em Feira de Santana, na…

19 horas ago

Flávio Bolsonaro reúne milhares de apoiadores em Fortaleza e amplia ofensiva contra Lula no Nordeste após comício histórico em Salvador

Flávio Bolsonaro reúne apoiadores em Fortaleza após ato em Salvador com Nikolas e ACM Neto.…

19 horas ago

Salvador terá Carreata do 22 nesta quinta (22) com saída do Jardim dos Namorados e encontro com jovens no Imbuí

Carreata do 22 acontece hoje em Salvador, com concentração às 17h22 no Jardim dos Namorados…

19 horas ago

This website uses cookies.