Publicado em: 27 de nov de 2025 às 19:18
A eleição da HUPES ganhou novo peso político após a confirmação de que o médico José Admirço Lima Filho, apadrinhado da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), entrou oficialmente na disputa. Admirço, que já comandou o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) entre 2016 e 2021, deixou o cargo após recomendação do Ministério Público e publicou sua exoneração no Diário Oficial do Estado em março de 2021, conforme registro oficial.
Durante sua gestão, o MP identificou que o então diretor exercia cargo público ao mesmo tempo em que integrava o quadro societário de empresas contratadas pela própria SESAB, entre elas Anestec, Starnest, Supernest e Instituto 2 de Julho, que juntas receberam mais de R$ 185 milhões do governo estadual entre 2013 e 2018, segundo auditoria SUS-BA presente na Ação Civil Pública.
Os documentos revelam que Admirço, e o também anestesista Hugo Eckener, atuavam simultaneamente como diretor e coordenador do serviço de anestesia do HGRS e, segundo o MP, eram justamente os responsáveis por solicitar à SESAB pagamentos para as empresas das quais faziam parte… situação descrita pelo Ministério Público como “esdrúxula” e configuradora de conflito direto de interesses.
A Promotoria afirma que a SESAB manteve os contratos mesmo após a Procuradoria Geral do Estado orientar, desde 2015, que tais empresas não poderiam seguir recebendo recursos públicos por violação direta às leis federal e estadual de licitações. A recomendação pública para cancelamento dos contratos e o questionamento sobre a atuação de Admirço foram publicados pelo Correio em março de 2021, reforçando que o ex-diretor negou irregularidades, mas não contestou sua participação societária.
A candidatura de Admirço à direção da HUPES, com apoio explícito de Alice Portugal, reacende o debate sobre a influência político-partidária dentro de instituições federais de saúde e ensino.
Nos bastidores, servidores apontam preocupação com o retorno de um nome que é réu em ação de improbidade administrativa, cujos fatos apurados incluem pagamentos milionários a empresas ligadas ao próprio gestor, além da permanência desses contratos mesmo após determinação expressa para que fossem anulados.
Com o pleito sendo tratado como “eleição-chave” dentro da UFBA, cresce a pressão para que o Hospital das Clínicas não se torne extensão de disputas partidárias enquanto a comunidade cobra gestão técnica, transparência e ruptura com antigos vícios políticos.
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