O presidente Lula entrou numa “laranjada” ao ser convidado para participar do 2 de Julho pelos correligionários petistas. Recebeu uma sonora vaia logo no início da participação dele no cortejo cívico, que marca a celebração da Independência do Brasil na Bahia.
Demonstrando falta de sintonia com os hábitos da cidade, Lula não tomou o prometido “banho de povo” e desfilou em uma caminhonete, enquanto os baianos faziam a pé o trajeto do Largo da Lapinha até o Terreiro de Jesus.
Ainda tirou o brilho da passagem do presidente o desmedido aparato de segurança mobilizado para a sua breve participação no percurso, especialmente porque a população sente falta desse mesmo cuidado operacional em uma Bahia dominada pelo crime e por uma elevada taxa de homicídios, desde que o grupo de Lula chegou ao governo estadual, em 2007.
Apesar de se apresentar fantasiado de Gandhy para demonstrar familiaridade com as manifestações culturais da terra, o ápice da dessintonia foi a declaração de apoio a um pré-candidato a prefeito sem carisma e credibilidade junto aos soteropolitanos, que vêm dando altos índices de aprovação ao atual gestor da capital baiana, Bruno Reis.
O resultado não poderia ser outro: vaias e mais vaias. Talvez, se Lula não tivesse escolhido essa importante data para tomar uma decisão política ruim, poderia ter pulado essa fogueira. Esse evento negativo teve repercussão nacional, sobretudo por ter ocorrido no estado que lhe deu uma das votações mais expressivas do País, na corrida presidencial.
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