Renan Olaz CMRJ
Na manhã desta segunda-feira, Angra dos Reis foi cenário de uma operação que chamou a atenção de todos: a Polícia Federal realizou uma série de buscas e apreensões que incluíram dois celulares e um computador pertencentes a Carlos Bolsonaro. O vereador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, viu até mesmo suas anotações pessoais para a live de domingo serem levadas pelos agentes. Curiosamente, um tablet de um assessor próximo ao ex-presidente também foi apreendido, embora não constasse no mandado.
Essas ações fazem parte de uma investigação maior, que busca desvendar as atividades da chamada “Abin paralela” durante o governo Bolsonaro.
As buscas não se limitaram a Angra dos Reis. Oito mandados foram cumpridos em locais tão diversos quanto Rio de Janeiro, Brasília, Formosa e Salvador, sinalizando a amplitude da investigação. Esse movimento da PF, especialmente focado no “núcleo político” envolvendo Carlos Bolsonaro, é um desdobramento das operações Última Milha e Vigilância Aproximada, esta última já tendo mirado figuras como o deputado federal Alexandre Ramagem, então diretor da Abin.
A autorização para tal veio do Supremo Tribunal Federal, que especificou o gabinete de Carlos na Câmara Municipal do Rio e uma residência como pontos de interesse.
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