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Aprovação da PEC da vaquejada tem repercussão na Bahia

Foto: Divulgação/Tatiana Azeviche/BBC

Depois da polêmica gerada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a prática da vaquejada como submissão dos animais a crueldade, em outubro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou, anteontem, em segundo turno a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 304/17, que viabiliza a manutenção desta tradição nordestina.

Conforme o secretário da Agricultura da Bahia, Vitor Bonfim, que desde a polêmica se manifestou como defensor das vaquejadas, a aprovação da PEC foi um “acerto”, ao reconhecer esportes envolvendo equinos e bovinos como riqueza da cultura do Nordeste.

Ele lembra que “se trata do esporte mais praticado da região e que movimenta bilhões de reais para a economia”.

Para Bonfim, “a aprovação desta PEC trará tranqüilidade e garantia para os criadores, comerciantes e toda cadeia produtiva envolvida, além de gerar empregos neste momento de crise”.

Associação

A Associação Brasileira da Vaquejada (Abvaq), principal instituição que regulamenta esta tradicional prática esportiva, acredita que a aprovação da PEC 304/17 eleva a vaquejada, assim como os demais esportes equestres, à condição de modalidade cultural.

Conforme o presidente da entidade, Paulo Fernando de Morais, popularmente conhecido como Cuca, depois da promulgação e publicação da aprovação da PEC, a vaquejada fica protegida e não deve voltar a ser proibida no país.

Ele lembra que, para isso, será necessário que os realizadores e praticantes das vaquejadas respeitem regras de bem-estar animal, também previstas no regulamento da associação.

“Não é só a vaquejada que será protegida a partir de agora, mas todos os esportes equestres reconhecidos como patrimônio cultural do Brasil”.

Juiz do bem-estar

Sobre a aprovação da PEC 304/17, o membro da Associação Baiana de Médicos Veterinários (Amveba) Ulisses Graça Filho destacou que a vaquejada legalizada garante a presença de um juiz do bem-estar, ou seja, a presença de um médico veterinário que avalia as condições dos cavalos e bovinos no evento.

“Esta polêmica foi superimportante para que as pessoas percebam a importância da prática do bem-estar nas vaquejadas”, explica o médico.

Ulisses Graça, no entanto, advertiu sobre a responsabilidade dos organizadores. “É interessante que os próprios praticantes do esporte com animais e demais envolvidos na polêmica fiscalizem se todos estão cumprindo as regras de bem-estar animal e punam os que não quiserem obedecer às regras”, finaliza.

Fonte: A TARDE On Line

 

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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