Na contagem populacional, mulheres e negros são maioria. No dia a dia, no entanto, são diversos os fatores históricos que os tornam minoria social e alvos de violência. Na Bahia, essa realidade é extrema. Desde 2020, o estado lidera o número de homicídios de mulheres.
Já entre os negros, houve um aumento de 16,8% nos assassinatos nos últimos dez anos. Segundo o Atlas da Violência 2024, só em 2022, a Bahia registrou 411 assassinatos de mulheres, sendo 90% das vítimas negras.
Vanessa Cavalcanti, professora da Ufba, explica que a violência contra a mulher está ligada a fatores como o patriarcado e a falta de assistência básica. Nos últimos dez anos, 90,7% dos assassinatos na Bahia foram de pessoas negras.
Dudu Ribeiro, coordenador da INNPD, aponta que essa violência reflete uma política de estado desigual, exacerbada pela guerra às drogas. Para ele, é fundamental um modelo de segurança pública que envolva a sociedade civil e as comunidades negras na formulação de políticas públicas.
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(Com informações do Correio)
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