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Um voo que deveria durar 45 minutos acabou em tragédia em apenas quatro. O balão que pegou fogo em Praia Grande (SC) matou oito pessoas no sábado (21) e revelou a completa ausência de regras para o turismo aéreo no Brasil. “Ele chegou aqui, saiu correndo, se ajoelhou na frente da igreja e rezava”, contou uma testemunha que acolheu um dos 13 sobreviventes em choque.
A queda matou quatro vítimas carbonizadas e outras quatro durante o impacto. Os relatos do piloto à polícia apontam que o fogo começou no cesto, e que a ordem de saltar foi dada, mas nem todos conseguiram sair a tempo.
O Ministério do Turismo agora corre para regulamentar o setor, que hoje funciona “por conta e risco dos envolvidos”. A ANAC confirma que balões turísticos não exigem habilitação técnica nem certificação de segurança. A empresa operadora, chamada Sobrevoar, levou 21 pessoas no voo, 18 de Santa Catarina, duas do RS e uma de SP. A lista das vítimas mostra famílias inteiras aproveitando o feriado prolongado, enquanto a cidade de Praia Grande, conhecida pelos cânions e voos de balão, tenta lidar com a dor e a revolta.
“Seguiremos atentos aos desdobramentos do caso”, declarou a Confederação Brasileira de Balonismo, que não tem competência para fiscalizar essas operações.
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(Com informações do G1)
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