Crédito: Cleia Viana / Agência Câmara
A base governista já tem pronto um requerimento de encerramento de discussão para apresentar nesta quarta-feira (12), caso não haja acordo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com a oposição para encurtar a sessão de debates. O objetivo é votar o parecer que pede a admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer até quinta-feira (13), na comissão, e sexta-feira (14), no plenário.
Regimentalmente, o requerimento de encerramento de discussão pode ser apresentado após o 10º discurso na comissão. Ao apresentar o pedido, os governistas estarão quebrando um acordo feito na semana passada que permite que mais de 170 deputados discursem na sessão. “Não queremos 40 horas e nem uma hora de debate. Precisa haver convergência”, disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líder do governo na Câmara e primeiro entre os governistas a chegar hoje na CCJ. A oposição diz que já tem um “kit obstrução” pronto caso o acordo seja rompido.
Perondi revelou que os governistas também estão orientados a não fazer uso do tempo total que têm disponível para falar na comissão. A ordem é reduzir “sensivelmente” os discursos para ganhar tempo. Titulares e suplentes poderão falar por até 15 minutos e não membros por até 10 minutos.
O vice-líder do governo criticou também a declaração do presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), que na terça-feira (11), reafirmou seu posicionamento contra as trocas de membros na comissão. “O regimento é a Bíblia e trocar membro é normal. Isso acontece em todos os Parlamentos”, afirma.
Fila.
A sala onde acontecerá a sessão já está aberta para entrada de jornalistas, assessores e deputados. A oposição chegou cedo, às 7h20, para garantir o tempo de fala. Parlamentares formam filas para aguardar o início das inscrições dos discursos, que começa às 10h30.
Enquanto aguardavam para entrar na sala da CCJ, deputados da oposição aproveitaram para fazer o café da manhã na fila. Pães, sorvete de cupuaçu, pão de queijo e café integravam o “cardápio” dos oposicionistas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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