Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Em meio a tantos acontecimentos políticos, a CPI do MST vem chamando atenção pelos seus desdobramentos.
Para começar, imagine o agronegócio, essa força motriz tão vital para nossa economia. Pois é, no relatório dessa CPI, o setor é apontado como um dos principais propulsores do crescimento brasileiro. Mas, adivinha só? Também é pintado como o grande “adversário” do MST, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.
O texto faz uma crítica pesada ao governo Lula. Segundo o relatório, sob a batuta do PT, as invasões de terra ganharam terreno. Antes, existiam medidas, como a “tolerância zero”, que colocavam freios nesse tipo de atividade. Mas com a nova gestão, essas abordagens foram suavizadas ou simplesmente deixadas de lado.
A parte que realmente está causando polêmica é onde a comissão sugere o indiciamento de algumas personalidades, como Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI. Em seu depoimento, ele disse que, nos primeiros cem dias de governo, não sabia nada sobre as invasões do MST. Mas aí, surge a questão: a Abin, que é vinculada ao GSI, monitora essas “atividades criminosas” do MST desde 2009. Então, algo não está batendo.
José Rainha, um dos fundadores do MST, também entrou na mira da CPI. Durante uma audiência, ele disse que usa uma produtora de alimentos, mas está registrada no nome de outras pessoas. Isso levantou suspeitas de falsidade ideológica e sonegação fiscal.
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