O atual presidente da Câmara, vereador Paulo Câmara (PSDB), terá que devolver R$ 5.340.898 milhões aos cofres do Executivo, recurso que sobrou do orçamento de 2015.
Ao divulgar o balanço financeiro do legislativo municipal, Câmara disse que com a economia de recursos vai conceder abono salarial de R$ 2,2 mil aos mais de 1 mil servidores da Casa. O valor será disponibilizado na conta dos concursados, comissionados e assessores parlamentares.
Essa restituição nos ganhos, que é de ano em ano, não é a primeira vez que acontece. O somatório desse pagameno desde 2013 dá mais de R$ 25 milhões. Ano a ano: R$ 4 mi em 2014 e R$ 475 mil em 2013. A devolução em 2015 foi R$ 15 milhões, esse ano está sendo 1/3 disso.
O abono, em 2015, foi de R$ 4 mil. Para 2016, o valor foi a média dos últimos 3 anos. Com um detalhe: o orçamento de 2016 foi o mesmo de 2015: R$ 157 milhões.
“Os custos aumentaram. Somando o reajuste para o servidor do Legislativo de 2,5% e os reajustes de contratos, houve impacto de R$ 11 milhões. Ainda assim, conseguimos devolver e pagar o abono. A palavra é gestão. Só com a implantação do pregão eletrônico, ano passado, economizei R$ 9 milhões”, explica o presidente da Câmara.
O reajuste de salário para vereadores só passa a valer a partir de 2018, mas a Câmara já entra em 2017 com alguma vantagem de pessoal para a próxima gestão do legislativo que, ao que tudo indica, será comandada pelo vereador Léo Prates (DEM). O orçamento para 2017 será de R$ 161 milhões.
Foto: Mathias Jaimes/TV Servidor
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