Imagem: Reprodução/G1/Globo
O governo trabalha com um cenário mais positivo para a aprovação da reforma da Previdência após o fim do recesso do que o registrado em dezembro, afirmou nesta terça-feira (16), o ministro do Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS). Segundo o peemedebista, a mudança acontece porque os parlamentares, antes preocupados com o impacto eleitoral de um voto favorável à reforma, veem agora o clima em suas bases mudar favoravelmente.
“O que vejo como mudança concreta e positiva é o aumento do nível de informação das pessoas em relação à reforma. Os parlamentares tinham preocupação com possíveis reflexos eleitorais, mas, ao contrário do que muitos pensavam, ao chegarem em suas bases, foram recebidos com manifestações consistentes pró-reforma”, afirma Marun, que almoçou com lideranças empresariais na sede da Fiesp, na capital paulista.
Marun não quis revelar o número de votos que contabiliza em favor do projeto, ao lembrar que Brasília ainda está esvaziada por conta do recesso parlamentar, mas que isso deve acontecer à medida que os deputados voltem de suas bases. “Estamos avançando ainda na conquista dos votos. Ainda não estamos preocupados com a contagem”, reiterou, acrescentando que o governo não cogita adiar a votação da reforma em fevereiro. “Nós não temos plano B, o plano é colocar a votação da Previdência nos dias 19 a 21. Esse é o pensamento do presidente Rodrigo Maia”.
A visita de Marun faz parte de uma ofensiva do Planalto para tentar aprovar a reforma da Previdência. O presidente Michel Temer quer intensificar a agenda de entrevistas e encontros com lideranças evangélicas nas semanas de recesso parlamentar que restam. Nesta terça-feira, 16, pela manhã, ele recebeu o apresentador Amaury Jr. no Palácio da Alvorada, para uma entrevista que vai ao ar no dia 27, e depois estará em São Paulo na quinta-feira gravar participações em programas do SBT. O peemedebista se reuniu também na segunda-feira com o pastor Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Reino de Deus, e tem encontro nesta terça com o pastor José Wellington, da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em São Paulo.
O presidente pediu também para que ministros intensifiquem o corpo a corpo com empresários. Depois da Fiesp, Marun se reúne nesta quarta-feira com industriais mineiros na Fiemg e volta a São Paulo no domingo para mais um encontro com empresários.
Questionado sobre se o impacto eleitoral da reforma continua atrapalhando os planos do governo, Marun lembrou que este não é um problema apenas do presidente Temer. “Minha preocupação é alguém se eleger mentindo que a reforma não é necessária e assumir sabendo que em 2019 ou 2020 vai ter que voltar ao tema”.
Fonte: Estadão Conteúdo
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