Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A carta divulgada por Jair Bolsonaro caiu como uma bomba no tabuleiro político e mudou o eixo da direita para 2026. No texto, lido publicamente enquanto o ex-presidente passava por um procedimento cirúrgico em Brasília, cirurgia que, segundo médicos, durou cerca de quatro horas e ocorreu sem intercorrências; Bolsonaro foi claro ao confirmar a pré-candidatura do filho Flávio Bolsonaro à Presidência.
A mensagem fala em “continuidade”, em manter vivo o projeto político iniciado em 2018 e em não abandonar o eleitor que segue pedindo mudança no país. Dados do TSE ajudam a explicar o peso da decisão: mesmo fora do Planalto, Bolsonaro terminou 2022 com mais de 58 milhões de votos, a segunda maior votação da história, mantendo uma base ativa, mobilizada e barulhenta nas ruas e nas redes.
A reação veio rápido. Flávio minimizou qualquer impacto negativo da carta, dizendo que “para mim não muda nada”, enquanto reforçou que segue “mais unido do que nunca” com Tarcísio de Freitas, hoje um dos nomes mais fortes do campo conservador. Nos bastidores, a leitura é clara: a carta não é apenas um gesto simbólico, mas um recado direto ao eleitor de direita e um teste de forças contra o sistema político que tenta empurrar o bolsonarismo para fora do jogo. Em um cenário de desgaste do governo federal, inflação ainda pressionando o bolso e desconfiança crescente nas instituições, a movimentação reacende o debate sucessório e antecipa um 2026 que promete ser tenso, polarizado e decisivo.
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