IA / Montagem TVS1
A Polícia Federal informou neste domingo (13) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Edson Fachin, que possui condições técnicas para produzir e encaminhar imediatamente cópias idênticas dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O aparelho, um iPhone 17 Pro apreendido em 18 de novembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, permanece sob custódia da corporação.
Segundo a PF, o material original não deixou a instituição e está preservado com cadeia de custódia documentada, lacres e mecanismos de verificação de integridade. Uma cópia da extração já havia sido enviada em março ao gabinete do ministro André Mendonça.
A manifestação da PF aumenta a pressão sobre Fachin às vésperas da sessão do Supremo marcada para terça-feira (15), quando o plenário deverá analisar o relatório policial relacionado às conversas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Ministros da Corte solicitaram acesso ao conjunto dos arquivos extraídos do aparelho. A PF afirmou que não existe impedimento técnico para produzir novas cópias idênticas e individualizadas, inclusive com certificação digital capaz de demonstrar que o conteúdo não sofreu alterações.
A liberação, no entanto, depende de decisão do STF e deve respeitar as regras de sigilo aplicáveis ao caso.
Enquanto cresce a disputa pelo acesso aos dados, a defesa de Vorcaro pediu a Fachin que preserve informações consideradas estritamente pessoais e sem relação com as investigações. Os advogados citam mensagens e imagens envolvendo os filhos do ex-banqueiro e comunicações mantidas com sua própria defesa, protegidas por sigilo legal. O pedido busca estabelecer uma ressalva para que eventual abertura ou compartilhamento dos documentos não exponha conteúdos ligados exclusivamente à intimidade e à vida privada.
A solicitação ocorre justamente quando o material apreendido com Vorcaro ganhou importância central na crise aberta dentro do Supremo.
Tablet de Vorcaro – Outro equipamento, no entanto, permanece como uma verdadeira caixa-preta da investigação. Um tablet apreendido com Vorcaro na mesma operação de novembro de 2025 continua sem ter os dados extraídos pela Polícia Federal quase dez meses depois. Segundo informações divulgadas pelo Diário do Poder a partir da resposta da própria PF, os investigadores não possuem a senha numérica do aparelho e a ferramenta utilizada pelos peritos seria incompatível com o equipamento.
O tablet permanece lacrado em São Paulo. Não há como saber o que existe dentro dele, mas o fato significa que parte do material eletrônico apreendido com Vorcaro ainda não foi acessada justamente no momento em que os arquivos já conhecidos do caso Master provocam forte tensão política e institucional em Brasília.
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