Destaques

Censura não é acidente: Entenda como intimidar jornalistas virou rotina com Jerônimo Rodrigues

Reprodução Youtube

A esculhambação que rolou na Assembleia Legislativa da Bahia na tarde desta terça-feira (3), com assessor tentando “organizar” a coletiva na marra e ainda acusando repórteres de estarem “a serviço” de adversário político, não é só grosseria: é a velha tentativa de controlar pergunta, limitar pauta e intimidar profissionais de imprensa.

Quando governo escolhe quantas perguntas aceita e quem “pode” perguntar, isso vira um recado perigoso: a crítica é tratada como inimiga, e a sociedade perde, porque governador é agente público e deve satisfação à opinião pública, não o contrário.

E não, não parece caso isolado.

A própria FENAJ mostra que a violência contra jornalistas segue alta e que políticos, assessores e apoiadores de extrema-esquerda radical aparecem como autores em uma fatia relevante dos ataques, incluindo intimidação, tentativas de censura e assédio judicial.

Em Brasília, por exemplo, houve registro de agressão a jornalista durante cobertura no Itamaraty em evento do governo federal, com reação pública e apuração interna anunciada. E quando a militância entra no circuito para vaiar, xingar e constranger repórter no meio da rua, o método é o mesmo: criar medo e “educar” a imprensa pelo constrangimento.



Do ponto de vista jurídico e profissional, o trilho é claro: o Supremo Tribunal Federal, na ADPF 130, consolidou a vedação à censura e colocou a liberdade de imprensa como pilar democrático; e, mais recentemente, reconheceu e delimitou o assédio judicial (enxurrada de ações em comarcas diferentes para sufocar jornalista/veículo), permitindo reunir demandas no domicílio do réu.

O STJ também reforçou que intervenção para calar notícia crítica a agente público é absolutamente excepcional.

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros lembra o básico: o centro é o direito do cidadão à informação e o jornalista não deve aceitar impedimento por “interesse” de quem quer controlar o que sai.

A imprensa baiana tem tradição de cobrar poder em praça pública, e é justamente por isso que tentam empurrar repórter para “duas perguntas e acabou”: porque jornalismo livre incomoda quem prefere governar sem fiscalização.





Mathias Jaimes

Mathias Ariel Jaimes ( DRT 5674 Ba ) , é CEO do site #TVServidor e sócio-proprietário da agência de comunicação interativa #TVS1 . Formado em publicidade na Argentina. Estudou artes plásticas na Universidade Federal da Bahia. MBA em marketing e comunicação estratégica na Uninassau. Aluno do professor Olavo de Carvalho, Curso Online de Filosofia, desde 2015.

Recent Posts

Lauro de Freitas recebe 2ª edição da corrida solidária “Correr por Elas” no dia 26 de abril

Com o objetivo de conscientizar a população e reforçar o enfrentamento à violência contra a…

3 horas ago

Prefeitura de Salvador promove curso de noções básicas de primeiros socorros para servidores

A Secretaria Municipal de Gestão (Semge) promoveu, na manhã desta quarta-feira (15), um curso de…

6 horas ago

Débora Regis decreta ponto facultativo na segunda-feira (20), véspera de feriado do Dia de Tiradentes

A Prefeitura de Lauro de Freitas decretou ponto facultativo nas repartições públicas municipais na segunda-feira…

6 horas ago

Prefeitura de Lauro de Freitas realiza mutirão de limpeza no Parque Alameda dos Ingazeiros, no Centro

Reforçando as ações contínuas para manter a cidade limpa, a Prefeitura de Lauro de Freitas,…

12 horas ago

Prefeitura de Salvador promove oficinas participativas para revisão do PDDU em diversos bairros

Nesta sexta-feira (17), a Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano…

12 horas ago

This website uses cookies.