José Cruz / Agência Brasil
Carlos Lupi caiu. O ministro da Previdência não resistiu ao escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias e pensões, revelado pela Polícia Federal e pela CGU. Oficialmente, Lupi deixou o governo, mas a verdade é que foi jogado às feras pelo próprio ex-presidiário Lula, que nomeou Gilberto Waller Júnior para o INSS sem nem consultar o aliado do PDT.
Nos bastidores, o Palácio do Planalto já vinha fritando Lupi em fogo alto, tentando empurrar nele a culpa pela omissão diante dos seis ofícios ignorados pela pasta entre maio e julho de 2024. Tudo isso em meio a uma fraude bilionária que explodiu justamente no terceiro mandato do petista.
Antes de cair, o próprio Lupi chegou a dizer que “não foi omisso”, mas reconheceu que há “safadeza de muita gente”. Mesmo sem provas contra ele, a imagem de inércia tomou conta. E pior: o governo não gostou da reação morna dele diante da crise. Com 17 deputados, o PDT agora ameaça repensar sua permanência na base aliada.
Já há dois nomes na mesa para ocupar a vaga deixada, ambos ligados ao partido.
O caso expõe mais uma rachadura no governo do descondenado petista. Em vez de proteger os aposentados, o INSS virou uma máquina de desconto indevido. E o que fez Lula? Ignorou alertas, trocou os peões e silenciou sobre os erros.
A roubalheira descarada na Previdência mostra o quanto o Brasil ainda sofre com a petezada no Governo.
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