Em entrevista que caiu como bomba no debate político, Ciro Gomes disse sem rodeios que o poder no Brasil virou uma “bangunça” e que a democracia funciona só como “protocolo superficial”. Ao comentar o escândalo envolvendo o Banco Master, Ciro foi direto: trata-se de uma “raríssima fratura no pacto que domina o Brasil”.
Para ele, o país é governado por uma aliança entre “cleptocratas, o governo dos ladrões, e plutocratas, o governo dos barões”, gente que manda e desmanda longe do olhar do povo, enquanto o discurso oficial finge normalidade institucional.
Ciro citou episódios que reforçam essa desconfiança generalizada, como visitas fora da agenda, salários e contratos que chocam a opinião pública e relações cruzadas entre poder político, Judiciário e grandes interesses econômicos. Lembrou também, que Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça de Lula da Silva, recebia valores elevados na iniciativa privada antes de assumir o cargo, além de contratos milionários envolvendo familiares de autoridades como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, todos amplamente noticiados por grandes portais.
O mais grave, segundo Ciro, é o clima de “silêncio, constrangimento e ameaça de quem abrir a boca”, sinal de que, quando essa engrenagem emperra, o sistema reage para se proteger — não para servir ao brasileiro comum.
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