Feito em IA / Gemini 2.5 - Nano Banana
Vem se desenhando nos bastidores da política baiana uma reorganização clara da comunicação e coordenação da campanha de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Sem anúncio oficial, mas com ações coordenadas e narrativas bem sincronizadas, o emedebista Geddel Vieira Lima e o comunicador Zé Eduardo passaram a ocupar, na prática, a linha de frente da defesa política do governo, assumindo o desgaste que o próprio governador evita enfrentar publicamente.
A Bahia inteira sabe que Jerônimo Rodrigues não tem capacidade cognitica, cultural e intelectual mínima para enfrentar os microfones. O petista não consegue formular duas frases consecutivas sem se atrapalhar sozinho, sem ajuda de ninguém.
Estratégia não é nova. Repetindo o modelo já testado em 2022, Geddel atua como formulador de narrativas políticas, enquanto Zé Eduardo amplifica o discurso em seus espaços de comunicação, especialmente em colunas e programas de grande alcance popular. O objetivo central é claro: retirar Jerônimo do confronto direto, “blindar” o governador e deslocar o embate para figuras que “não têm nada a perder” no debate público.
Esse movimento ficou evidente, mais uma vez, após a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, mudança que fortaleceu o palanque oposicionista na Bahia e abriu espaço para uma articulação mais robusta envolvendo ACM Neto e o senador Angelo Coronel.
Reação imediata. Ainda na madrugada, Geddel e Zé Eduardo colocaram em circulação uma narrativa de dúvida, confusão e pressão sobre o campo opositor, tentando deslocar o foco da fragilidade do governo estadual.
Na coluna publicada na quinta-feira (29), Zé Eduardo levantou questionamentos diretos sobre a pauta após a mudança partidária de Caiado e a traição ao senador Coronel, criando um ambiente de incerteza política cuidadosamente construído.
Na sequência, Geddel entrou em cena ao divulgar, nas redes sociais, detalhes do encontro com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, sugerindo, ainda que de forma indireta, uma possível reaproximação política – narrativa prontamente negada pelo próprio prefeito.
A operação de comunicação, no entanto, sofreu um abalo com o “sincericídio” do senador Jaques Wagner, que desmontou publicamente a especulação ao afirmar que não houve conversa política no encontro citado, mas apenas a apresentação de um projeto urbano para Feira de Santana.
A declaração expôs a tentativa de criação de um espantalho político e revelou, de forma cristalina, quem de fato vem comandando o discurso da campanha petista desde que Jerônimo assumiu o Palácio de Ondina (e nunca desceu do palanque).
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