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“Com o golpe em 2016 e a perda do governo central, esses partidos de oposição apresentam um crescimento melhor”, diz Everaldo Anunciação à Tribuna

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, descreve o cenário sobre as eleições municipais em Salvador e pelo interior do Estado, e atribui as derrotas da candidata Alice Portugal (PCdoB) e de Zé Raimundo em Vitória da Conquista a uma falha de estratégia política. Everaldo Anunciação disse ainda que a legenda não pensa na possibilidade de indicar o ex-governador Jaques Wagner como candidato ao governo em 2018, e que os esforços se concentram no sentido de garantir a reeleição do atual governador Rui Costa. O dirigente petista comenta também sobre a divisão dos partidos aliados ao PT como forma de enfraquecer o partido em alguns trechos em destaque da entrevista concedida à Tribuna da Bahia.

O líder petista no na Bahia falou sobre a derrota do PT, principalmente na Bahia, ao avaliar o cenário das eleições municipais deste ano.

“É verdade. Acho que se fizer uma análise cronológica do que aconteceu nesse novo milênio das eleições, dá para entendermos que tem muita ligação entre quem está no poder central, na Presidência da República, e as eleições municipais. Por exemplo, em 2000, o DEM, na época, PFL, o PMDB e o PSDB, cada um administrava mais de mil prefeituras no Brasil, estamos falando de 70%. Já em 2002, com a eleição do presidente Lula, esse quadro começou a se reverter nas eleições de 2004. O PT e o PMDB passam a dirigir o governo central. O PMDB se estabiliza e o PT vai em uma crescente. Com o golpe em 2016 e a perda do governo central, esses partidos de oposição apresentam um crescimento melhor, e o PT tem uma queda de 600 prefeituras para algo próximo a 300. Isso também tem a ver com os ataques que o PT sofre desde 2005, com o mensalão, e agora mais recentemente a investigação da Lava Jato, que foi direcionada a um único partido. Isso influencia até mesmo na Bahia, onde temos o terceiro melhor governador avaliado nas pesquisas, e a base aliada tendo eleito 278 prefeituras. O PT tinha a expectativa de eleger mais, fez 39, estamos participando do segundo turno em Vitória da Conquista e mais cinco cidades estão com ações judiciais. Então, o PT teve uma diminuição apesar da boa distribuição e do retorno de alguns prefeitos a cidades importantes como Lauro de Freitas, Senhor do Bonfim e Cruz das Almas”, avalia.

Sobre a possibilidade de o ex-governador Jaques Wagner assumir a candidatura do governo, Everaldo Anunciação disse que o partido tem feito esforço para defender a candidatura de Rui Costa à reeleição.

“Temos muita clareza do PT e nas manifestações de outros partidos sobre isso. Óbvio que o fato de ser governador não é direito adquirido, mas sem dúvida é a condição de um governo que está sendo conduzido por Rui, que o legitima para ser o nosso candidato. E sobre Wagner, há quase um consenso entre os partidos de que ele deva disputar uma vaga no Senado. No momento certo vamos construir essa chapa para construir a vitória que foi consagrada nas três últimas eleições. Então essa intriga da oposição de tentar nos dividir não vai dar certo, é melhor encontrar outra. Até porque, Rui é o candidato natural à reeleição”, defende.

Diante dos partidos insatisfeitos que ameaçam mudar de lado, a exemplo do PP, nomes do PSD, PR, Everaldo analisa se poder ou não haver uma debandada de parte dos aliados.

“Nesse cenário que estamos vivendo, tem um tema muito importante que é a reforma política. Penso que é um debate com o qual eu concordo e que precisa acontecer. A reforma política vai consolidar a disputa no campo democrático, da transparência, para que o eleitorado tenha mais segurança do seu voto. Então pode haver um remanejamento, uma mudança de opção partidária a partir da reforma. Eu penso que não tem motivo é para parlamentar falar de insatisfação, porque todos os partidos da base aliada têm presença dentro do governo, com regras estabelecidas. Insatisfação após o período eleitoral é natural. Quem ganha quer ganhar mais espaço, quem perde não quer perder seus espaços. Mas não pode ser essa a essência da política. A essência tem que ser aquele que se candidata se propor a fazer ação pública. As insatisfações são naturais e podem ser administradas. O que temos que pensar daqui para frente é como podemos fazer mais pelo povo baiano”, analisa.

Foto:

Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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