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A segunda fase da Operação Overclean trouxe à tona um novo protagonista: o médico e vice-prefeito de Lauro de Freitas, Vidigal Cafezeiro, filiado ao Republicanos. Segundo a Polícia Federal, Vidigal recebeu pagamentos mensais e teve dívidas pessoais quitadas por uma organização criminosa liderada pelo empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”.
Em planilhas apreendidas, consta que ele recebeu R$ 140 mil em um período de seis meses, fruto de contratos fraudulentos com a empresa PAP Saúde Ambiental EIRELI.
As investigações também indicam que Vidigal não é o único próximo à prefeita Moema Gramacho (PT) envolvido no esquema. Na primeira fase da operação, o empresário e vereador Ailton Figueiredo Souza Júnior, apontado como namorado da prefeita, foi preso. Grampeado pela PF, ele era descrito como alguém com “amplo e irrestrito acesso” à administração de Lauro de Freitas, a ponto de dar ordens para pagamentos relacionados a contratos suspeitos.
A prefeita Moema Gramacho, que afirma estar surpresa com os desdobramentos, negou qualquer envolvimento com desvios de recursos e colocou a prefeitura à disposição das autoridades. No entanto, a presença de nomes ligados a ela no escândalo lança dúvidas sobre o controle interno da gestão municipal. Documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos na sede da prefeitura como parte das diligências.
Além de Vidigal e Ailton, outros nomes foram atingidos pela operação, incluindo o secretário de Mobilidade de Vitória da Conquista, Lucas Moureira Dias, e Carlos André de Brito Coelho, ex-prefeito de Santa Cruz da Vitória. A Polícia Federal revelou que o grupo contava com uma rede de apoio informacional, composta inclusive por policiais federais, para repassar dados sigilosos à organização.
Com um prejuízo estimado em mais de um bilhão e meio de reais aos cofres públicos, a Operação Overclean busca desarticular uma teia de corrupção que abrange fraudes licitatórias, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça. Enquanto isso, a prefeita insiste na narrativa de que a ação foi direcionada exclusivamente ao vice-prefeito e promete colaborar para que os culpados sejam punidos:
“Sobre o desdobramento da Operação Overclean acontecido na manhã desta segunda-feira (23), no Centro Administrativo de Lauro de Freitas, a Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas informa que a ordem de busca e operação foi dirigida exclusiva ao vice-prefeito, investigado na referida operação. O ato policial, portanto, não se aplicou a todo o prédio, mas apenas às dependências do gabinete do vice-prefeito, que no momento não se encontrava lá. A Prefeitura Municipal acredita no trabalho da polícia e da Justiça que ao final de todos os atos administrativos e judiciais, com todas as garantias democráticas, como a plena defesa e o devido processo legal, conseguirá apontar quem deverá ser punido e qual é a sanção cabível. A JUSTIÇA DEVERÁ SER FEITA PUNINDO OS QUE TENHAM COMETIDO CRIME E INOCENTANDO OS QUE, APESAR DE ESTAREM SENDO INVESTIGADOS, RESTAREM PROVADAS SUA INOCÊNCIA”.
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