A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu na segunda-feira (21) adiar sobre a abertura de processo para apurar se Geddel violou o código de conduta federal ou a Lei de Conflito de Interesses (Lei nº 12813) ao procurar o então e agora ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para tratar de um assunto de seu interesse pessoal. A maioria dos membros da comissão já havia votado a favor da abertura do processo.
Durante a reunião na manhã de segunda, cinco conselheiros da Comissão de Ética Pública votaram pela instauração do processo, mas a decisão foi adiada porque um integrante pediu vista.
Marcelo Calero pediu demissão na última sexta-feira (18), ao alegar motivos pessoais. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Calero afirmou que tinha sido pressionado pelo ministro Geddel Vieira Lima para intermediar junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a fim de autorizar a construção de um edifício de alto padrão em Salvador.
O empreendimento não foi autorizado pelo Iphan e por outros órgãos por infringir o gabarito da região, que fica em área tombada. Na mesmaentrevista à Folha, Geddel admitiu ter conversado com Calero sobre a obra, mas negou tê-lo pressionado e disse estar preocupado com a criação e a manutenção de empregos.
Foto: Valter Campanato/ABr
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