A vida pública tem dessas: um dia você está sob os holofotes, no outro, descobre o valor de uma conversa olho no olho, longe das câmeras. Leo Prates, com uma trajetória que passa pela vereança, presidência da Câmara de Salvador e a secretaria de saúde em tempos de crise, sabe bem o que é mudar de cena. Mas não se engane, a quietude aparente é enganosa. “As pessoas não param de me abordar”, ele comenta, “e eu faço questão dessa troca, desse contato que transcende a política”.
E quem disse que avião não é lugar de lágrimas e risadas? Leo tem histórias de sobra. “Chorei ao lado de uma enfermeira que me reconheceu, apesar dos óculos de leitura”, conta entre sorrisos. “Ela me chamou de herói, e o que posso dizer? Aqueceu o coração.” Não é só de emoção que vive um político, tem a indignação também. Como esquecer da vez em que foi confundido com outro deputado e acusado injustamente por um cachaceiro alcoolizado? “Defendi meu histórico de votações”, diz Prates, “é importante se manter firme, mostrar a verdade”.
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