Depois de anos vendo a Polícia Militar da Bahia ser usada como palanque eleitoral da esquerda, o coronel Antônio Carlos Magalhães assume o comando da PM-BA no lugar do petista Paulo Coutinho. Coutinho, que ganhou fama nas redes sociais por apoiar abertamente o PT e até posar “fazendo o L” ao lado do vice-governador Geraldo Júnior, deixa o posto no momento em que a segurança pública do estado vive um dos seus piores momentos.
A mudança foi confirmada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), numa tentativa desesperada de “oxigenar” a imagem de um governo cada vez mais desgastado.
Magalhães, que entrou na corporação como soldado e construiu sua carreira com base em mérito e formação sólida, agora tem nas mãos o desafio de reorganizar uma tropa que foi desprestigiada e usada politicamente nos últimos anos. Em sua primeira fala como comandante, ele afirmou: “Eu conto com minha tropa para enfrentar o crime, porque eu fiz isso durante toda a minha vida. A tropa sabe que pode contar comigo também”.
Enquanto o governador tenta se justificar dizendo que as mudanças não têm relação com a onda de violência que assola a Bahia, a realidade nas ruas mostra o contrário. Salvador e o interior estão mergulhados numa guerra entre facções, e o cidadão comum é quem paga a conta da incompetência petista. “Nosso objetivo é fortalecer os laços dentro da instituição para oferecer uma segurança pública mais eficiente e qualificada para a população”, disse o novo comandante, mostrando que pretende trabalhar de forma séria, longe de bandeiras partidárias.
O histórico do coronel Magalhães inspira confiança. Ele é formado em Direito e Ciências Contábeis, mestre em Planejamento Territorial, tem curso com os Carabineiros do Chile e foi condecorado com honrarias da própria PM-BA. Um currículo que destoa do aparelhamento ideológico que marcou a gestão anterior.
A tropa precisa de liderança, não do ativismo político do militante de extrema-esquerda Paulo Coutinho.
A nomeação também inclui mudanças na Polícia Civil, no Corpo de Bombeiros e no Departamento de Polícia Técnica. Para o governador, trata-se de uma “reestruturação”, mas para a população é a prova de que o governo reconhece, ainda que de forma envergonhada, o fracasso na segurança pública.
Jerônimo diz que espera investimentos federais, mas até agora só entregou promessas vazias enquanto o crime cresce.
Com a saída de Coutinho, o clima dentro da PM é de esperança por dias melhores. O novo comandante assume com o discurso de união e combate ao crime, algo que há muito tempo a tropa queria ouvir.
Resta saber se o governo petista vai deixar o coronel trabalhar, ou se continuará tentando transformar a PM em braço de militância partidária.
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