Reprodução Instagram
Na primeira vez que participou da versão brasileira da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC Brasil), em 2021, em Campinas (SP), Javier Milei era um excêntrico deputado libertário na Argentina. Três anos depois, ele retorna ao evento, agora organizado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), como presidente da Argentina. Sua presença pode aumentar a temperatura política e causar incidentes diplomáticos com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A aproximação da família Bolsonaro com Milei no passado rende frutos políticos agora: o argentino se encontrará com Jair Bolsonaro (PL) e outros líderes conservadores, mas ignorará Lula durante a visita ao Brasil.
A previsão é que Milei chegue a Balneário Camboriú (SC) no sábado (6), jante com Bolsonaro e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Jorginho Mello (PL), e participe da conferência no domingo (7). Recentemente, os atritos entre Lula e Milei aumentaram, com o argentino desferindo críticas diretas ao presidente brasileiro.
Além de Milei, outros nomes de destaque na direita sul-americana e europeia participarão do evento, como José Antonio Kast, do Chile, e Gustavo Vilatoro, de El Salvador. O encontro visa fortalecer uma rede de lideranças conservadoras no continente e promover debates sobre temas como segurança pública, economia verde, feminismo e aborto, sempre com um viés alinhado às ideias conservadoras.
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