Advogados e advogadas preocupados com a situação da advocacia no estado e as omissões da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lotaram ontem (24) o auditório do edifício Lena Empresarial, na avenida Magalhães Neto, para participar do II Encontro do Movimento Renova OAB. A participação de novos profissionais tem crescido a cada novo encontro.
Criado no início deste ano, o Movimento tem promovido encontros e debates para traçar os principais desafios que a advocacia enfrenta na atualidade e propor ideias para modificar essa realidade.
O professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), advogado criminalista e doutor em Direito Penal Gamil Föppel, um dos integrantes do Movimento, destacou que um dos principais objetivos é voltar os olhos para as necessidades da classe.
“A gente precisa resgatar a dignidade de ser advogado. Cada vez menos as pessoas querem advogar. Mas mais importante do que reclamar é saber o que devemos fazer para mudar a realidade das dificuldades que a nossa profissão enfrenta. E podemos perceber que há cada vez mais profissionais que querem participar dessa mudança”, afirmou Föppel.
O movimento tem crescido e ganhado adesão de profissionais de diversas cidades do interior do estado, além da capital baiana. Nesta quarta-feira (25), um novo encontro foi realizado em Feira de Santana.
“Este encontro em Salvador foi muito positivo. Há uma evolução cada vez maior da participação de advogados e advogadas no Movimento. Está crescendo exponencialmente. Percebe-se que há um engajamento espontâneo. Isso mostra que de fato a categoria está muito insatisfeita com a atual gestão e esperançosa com novos rumos”, ressaltou o advogado Tiago Ayres, mestre em Direito Público pela Ufba.
Para a advogada Aline Batista, que atua no ramo do Direito Administrativo, o Movimento Renova OAB, houve crescimento também na participação de advogadas interessadas em modificar a realidade atual da advocacia.
“É o momento de renovação. Isso é necessário. Não adianta avançar algo que não está bom. E é importante perceber que, no Renova OAB, há espaço para o crescimento da participação de mulheres. Neste encontro de Salvador, tivemos um aumento no número de advogados e advogadas participantes”, destacou Aline.
O advogado criminalista e professor da Universidade Católica do Salvador (Ucsal) Daniel Keller disse que a advocacia não tem sido valorizada e ressaltou as dificuldades enfrentadas pela classe.
“Tenho percebido, principalmente por meio dos meus alunos, como tem sido difícil advogar. A maioria não quer e, quando eu pergunto o motivo, dizem que a advocacia se tornou sinônimo de uma profissão que não é valorizada. Precisamos de uma OAB que realmente lute pelos interesses da advocacia e pela defesa das nossas prerrogativas”, finalizou.
Fonte: Assessoria
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