Bruno Concha SECOM Salvador
O consumo de pescados no período da Semana Santa é uma tradição compartilhada por muitos. Fontes de proteínas, vitaminas A e E e gorduras boas, são opções saborosas e nutritivas. No entanto, como também são altamente perecíveis, requerem cuidados na hora da compra e preparo. Para evitar riscos à saúde é fundamental escolher bem os produtos antes de levá-los ao prato. Além do estado dos ambientes de comercialização, existem indícios que devem ser observados para a garantia da sua qualidade.
Nutricionista e professora dos cursos de Nutrição e Medicina da Universidade Salvador (UNIFACS), Gabriela Nóbrega, ressalta a importância de ficar atento às condições dos estabelecimentos de venda. “O ideal é evitar locais de procedência duvidosa e optar pelos mercados especializados, onde há uma boa conservação dos alimentos, inspeção e controle da vigilância sanitária. Na dúvida, a dica é reparar na limpeza, estrutura de armazenamento, odor e disposição dos pescados”, orienta.
Como, normalmente, são oferecidos nas formas fresca (acondicionado em gelo) e congelada, a especialista ainda alerta sobre o modo correto de armazenamento. No primeiro caso, para evitar deterioração, deve estar envolto em gelo. Já no segundo é necessário apresentar a data de validade. O local de exposição do peixe também precisa indicar uma temperatura de, pelo menos, 18 graus negativos. Outra recomendação é olhar a coloração e a presença de cristais de gelo dentro da embalagem, pois são vestígios de que foi congelado e descongelado.
Opções nutritivas – No geral, os peixes são escolhas saudáveis e ajudam na prevenção de doenças. Além de serem considerados proteínas magras, são ricos em minerais como ferro, potássio e cálcio. Para a professora da UNIFACS, integrante do Ecossistema Ânima, do ponto de vista nutricional, espécies como linguado, merluza, tilápia, atum, salmão e sardinha podem fazer parte do cardápio independentemente da Semana Santa.
“São peixes que possuem alta quantidade de proteína, fácil digestibilidade, com gordura de boa qualidade, a exemplo do Ômega 3, que é muito benéfico para saúde, reduzindo e melhorando o perfil lipídico do indivíduo, além de evitar e reduzir a incidência de problemas cardiovasculares”, aponta a nutricionista.
Aspectos fundamentais – De acordo Gabriela Nóbrega, antes de levar os pescados para a casa, o consumidor precisa notar cinco características:
Aparência: deve ter pele brilhante, úmida e coloração viva (branca, amarela ou salmonada), com escamas firmemente presas e translúcidas. Evite alimentos com manchas escuras, áreas descoloridas ou sinais visíveis de deterioração.
Olhos: devem ser claros, brilhantes e salientes. Evite peixes com olhos turvos, afundados ou nublados, pois isso pode apontar que não está fresco.
Cheiro: deve ser suave ou ausente, sem odor forte ou desagradável. Evite produtos com cheiro forte ou semelhante à amônia.
Guelras: devem ser vermelhas ou rosadas e úmidas. Evite peixes com guelras acinzentadas, descoloridas ou secas.
Textura: deve ser firme e elástica ao toque, com textura uniforme. Evite opções com carne mole, flácida ou com partes visivelmente danificadas.
Ao prepará-los, também é crucial continuar observando os aspectos de deterioração. Odor forte e desagradável, mesmo após a cocção (frito, grelhado ou cozido), textura viscosa e pegajosa, cor desbotada ou manchas escuras, assim como excesso de muco ou secreção, revelam que estão estragados.
A Prefeitura de Lauro de Freitas, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços…
A Prefeitura de Salvador entregou, nesta terça-feira (21), a obra de contenção de encosta da…
Jaques Wagner será ouvido pela Polícia Federal no Caso Master. Apartamento, repasses milionários, dólares, euros…
ACM Neto acusa Jerônimo de inflar entregas após governador falar em 92%; levantamento aponta 33…
ACM Neto afirma em Camaçari que dois prefeitos de partidos da base de Jerônimo anunciarão…
Marcus Di Flora deixa a Secom enquanto prefeitos e lideranças rompem com a base de…
This website uses cookies.