Agência Senado
A recente votação no Senado sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que restringe as decisões monocráticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou uma surpresa significativa. O voto do líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), a favor da PEC, causou espanto e até desconforto entre seus colegas de partido e outros senadores.
Jaques Wagner foi o único membro do PT a votar a favor da PEC, contrariando a orientação geral do partido. A aprovação da proposta por 52 votos a 18 mostrou que havia um apoio substancial no Senado, mas a posição de Wagner se destacou por sua singularidade.
A situação se tornou ainda mais complexa quando membros do PT expressaram que Wagner havia agido de forma independente, sem alinhamento com a bancada. Durante a votação, ele liberou a base aliada para votar conforme desejassem, uma postura que foi interpretada por alguns senadores como uma falta de orientação clara do governo.
Lindbergh Farias, vice-líder do governo no Congresso e membro do PT, expressou sua perplexidade e crítica nas redes sociais, questionando a decisão de Wagner, especialmente no contexto dos recentes ataques do bolsonarismo ao STF. Por outro lado, Wagner defendeu seu voto nas redes sociais como uma decisão pessoal, fruto de um acordo que eliminou do texto da PEC qualquer possibilidade de interpretação de intervenção do Legislativo.
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