Em uma única tacada, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) quebrou o discurso da nacionalização da eleição, muito propagado pelos petistas, e ainda deu sinais de que vai tirar o corpo fora em uma eventual derrota do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) em Salvador.
Em entrevista nesta semana, Jerônimo disse que “nas eleições municipais a tendência é que o governador e o presidente percam esse protagonismo”, contrariando seus próprios aliados, que investem pesado no discurso do “time de Lula”.
O staff do vice-governador, pelo que se comenta, não gostou nada da declaração.
Parte da campanha de Geraldo Júnior e Fabya Reis (PT) já defende a tese de se distanciar da imagem do governador Jerônimo Rodrigues, cuja reprovação em Salvador é de quase 60%, segundo a última pesquisa Real Time Big Data. Por outro lado, a ala mais ligada ao petista resiste à estratégia, sob o argumento de que ele pode ficar ainda mais isolado, sem ninguém para defender sua campanha, que a propósito ainda não entrou nos trilhos.
Pelo menos na segurança pública, a rejeição de Jerônimo já está atingindo em cheio Geraldo. Nesta semana, com a divulgação de que Salvador e região metropolitana tiveram 103 pessoas baleadas em junho, Geraldo recebeu uma enxurrada de críticas nas redes sociais. Muitos lembraram que o vice-governador tem, para sua segurança, 33 policiais, enquanto outros criticaram a falta de soluções.
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(Com informações do Correio)
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