Letícia Martins / ECBahia
O primeiro Ba-Vi de 2026 terminou com o Bahia levando a melhor no Barradão, mas longe de ser um clássico para entrar na memória pela bola jogada. O triunfo por 1 a 0, com gol de Dell, encerrou um jejum incômodo no estádio rubro-negro e escancarou um cenário que irritou jogadores, técnicos e quem assistiu: um campo em péssimas condições, cheio de buracos, que travou o jogo do começo ao fim.
Após a partida, Rogério Ceni foi direto ao ponto ao criticar a arbitragem e o ambiente do jogo: “para muito o jogo, tem que deixar correr”, resumindo o sentimento de que o clássico foi mais picotado do que disputado.
Os números ajudam a explicar o nível técnico baixo: segundo dados oficiais da partida, foram mais de 40 faltas marcadas, poucas finalizações claras e um ritmo constantemente interrompido, cenário agravado por um gramado irregular que dificultou domínio de bola, troca de passes e aceleração das jogadas.
Do outro lado, o Vitória até teve mais presença ofensiva em alguns momentos, mas voltou a esbarrar na falta de efetividade. Jair Ventura reconheceu o problema ao fim do jogo ao afirmar que “o futebol não perdoa”, admitindo que as chances criadas não foram suficientes para evitar mais um revés em casa.
O Bahia, mesmo sem brilho, foi mais competitivo, contou com a estrela de uma promessa da base e soube administrar o placar em um jogo truncado, nervoso e tecnicamente pobre.
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