Na manhã desta quarta-feira (20), um grupo de dentistas apresentou à sociedade civil organizada uma carta aberta solicitando a eleição da atividade como essencial adotando todos os protocolos de segurança e adiantar ou parcelar impostos municipais. A reunião foi acompanhada pelo vereador e profissional da saúde pública Cezar Leite.
“O profissional já é treinado para se proteger desde os tempos da Faculdade. Não tem sentido bloquear tudo. No início tudo bem. É louvável um bloqueio para entender a situação, mas sessenta para setenta dias não tem sentido. Claro que lamentamos os mais de 200 mortos assim como também pensamos em outras patologias e consequência social”, disse o edil.
No ramo da odontologia, profissionais entendem sobre cuidados e protocolos de profilaxia. Claro que, diante do avanço do Coronavírus, estes cuidados devem ser aprimorados, lembrando que os profissionais já lidam com pacientes infectados com HIV e Hepatite.
Os dentistas não podem esperar novos estudos e vacinas para continuar desempenhando suas funções. Salvador é uma das poucas cidades que dentistas não podem trabalhar. Em Porto Alegre, por exemplo, a atividade é permitida seguindo diversos protocolos de segurança. Salvador conta hoje com mais de cinco mil dentistas e, se contar auxiliares, protéticos e outros, o número sobe para mais de 40.000 profissionais. Estamos falando de mais de 40.000 famílias soteropolitanas.
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