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Mesmo com maioria na Comissão de Finanças e Orçamento (CFO) da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o governador Jerônimo Rodrigues tem evitado que os pedidos de empréstimo, que somam cerca de R$13 bilhões, sejam analisados a fundo pelo colegiado. Desde o início de sua gestão, já foram 15 solicitações enviadas, sendo 12 delas aprovadas diretamente no plenário em regime de urgência, sem debates na comissão.
Essa manobra tem sido alvo de críticas, como a do deputado Robinho, que questiona: “Pra quê tanto empréstimo? É um cheque em branco que esta Casa está dando para o governador.”
Nesta semana, o governo busca a aprovação de mais três urgências, entre elas um pedido de R$3 bilhões ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
As críticas também vêm da liderança da oposição, com Alan Sanches apontando falta de planejamento e se perguntando “aonde iremos parar” com o ritmo acelerado de empréstimos. Para Sanches, o governo ainda não mostrou uma marca clara de gestão, enquanto aprova novas dívidas em um curto espaço de tempo.
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