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O Credcesta, criado no governo de Rui Costa por volta de 2015, nasceu com o discurso oficial de facilitar o acesso ao crédito para servidores públicos da Bahia. O cartão funcionava como um consignado: o servidor comprava em supermercados, farmácias e lojas credenciadas e o valor era descontado diretamente do salário. Com o tempo, o sistema se expandiu e passou a alcançar uma base estimada de mais de 400 mil servidores, aposentados e pensionistas do Estado. Na prática, o modelo permitia usar parte da margem consignável para financiar compras do dia a dia.
As críticas começaram quando muitos servidores passaram a relatar endividamento crescente. O cartão operava com juros rotativos próximos de 6% ao mês, considerados elevados para operações consignadas. Como o desconto era automático no contracheque, vários trabalhadores passaram meses ou anos com parte do salário comprometida.
Cronologia
2015 – Criação do Credcesta
Durante o governo de Rui Costa, nasce o Credcesta, um cartão de crédito voltado para servidores públicos estaduais. A operação é estruturada para funcionar com desconto direto na folha salarial, utilizando a margem consignável do servidor. O programa é operado por empresas ligadas ao empresário Augusto Ferreira Lima, que passa a atuar no sistema de crédito consignado dentro da máquina pública baiana.
2016–2018 – Expansão dentro do funcionalismo
O Credcesta cresce rapidamente entre servidores ativos, aposentados e pensionistas. Nesse período: milhares de servidores aderem ao cartão; o limite passa a usar parte da margem consignável da folha; o sistema passa a operar em supermercados, farmácias e redes varejistas credenciadas. O modelo começa a gerar críticas de sindicatos, que alertam para juros elevados e endividamento prolongado.
2019–2021 – Consolidação do sistema
O cartão já está amplamente espalhado entre servidores estaduais. Nesse período ocorre: aumento do número de estabelecimentos credenciados; ampliação do uso do crédito para compras básicas; crescimento do volume financeiro movimentado. O programa se transforma em um dos maiores sistemas de crédito consignado vinculado a servidores estaduais no Brasil.
2022 – Decreto que trava portabilidade
Um decreto do governo de Rui Costa passa a impedir ou limitar a portabilidade da dívida. Na prática, servidores que tinham saldo no Credcesta não conseguiam transferir o débito para bancos com juros menores, o que gera forte reação de entidades de servidores. Esse ponto passa a ser considerado o momento mais polêmico da política do Credcesta.
2023 – Mudança de governo na Bahia
Assume o governo o atual governador Jerônimo Rodrigues. Com a troca de gestão, o sistema Credcesta continua operando, mas o tema passa a ser cada vez mais debatido por parlamentares e imprensa.
2024–2026 – Questionamentos públicos
Nos últimos anos aumentaram: reportagens investigativas; críticas de servidores endividados; debates políticos sobre o modelo de consignação. Analistas apontam que o sistema pode ter movimentado bilhões de reais em crédito ao longo da década, devido ao tamanho da base de servidores estaduais.
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