O MBL tenta vender Renan Santos como um novo “líder da direita” no Brasil, mas o discurso não fecha com o passado… nem com o presente. Depois de anos chamando Javier Milei de louco e desprezando discursos messiânicos, Renan hoje tenta copiar exatamente a estética que antes ridicularizava: fala em “guerra”, promete polícia com “permissão para levar a óbito” e posa como herdeiro das “forças do céu” argentinas, enquanto usa uma roupagem progressista quando lhe convém.
O mesmo movimento que marchou ao lado de PT, PCdoB e PSOL “para derrubar Bolsonaro” agora tenta posar de vanguarda punitivista, sem explicar como passou, da noite para o dia, de defensor da democracia a imitador de Nayib Bukele.
A hipocrisia fica ainda mais evidente quando se olha para a simbologia e os aliados. Enquanto Milei e seus seguidores usam estandartes vermelhos, cruzes douradas e slogans bíblicos de guerra cultural, Renan Santos tenta criar sua própria “mitologia” com a estandarte preto-amarelo do Missão, vendendo uma estética de ordem que nunca praticou.
O MBL passou boa parte dos últimos anos fazendo reuniões, atos conjuntos e “frentes amplas” com comunistas e petistas “para derrubar Bolsonaro”, defendendo pautas progressistas e democráticas; agora, renega tudo isso e volta a falar em exterminar criminosos como se fosse um xerife latino-americano.
É um giro tão brusco que nem os militantes mais fiéis conseguem explicar sem gaguejar.
No fim, o falso moralismo do MBL aparece sempre onde menos deveria: nos escândalos que o próprio movimento tenta esconder. Renan Santos carrega nas costas dívidas milionárias, processos, polêmicas com violência sexual, acusações de tráfico de influência e declarações violentas que fariam qualquer moralista corar. Mesmo assim, tenta posar de paladino ético contra a “casta”, imitando Milei quando convém e Bukele quando precisa parecer forte.
O resultado é um projeto político que vive de contradições: antibolsonarista sem ser de esquerda, liberal que defende guerra, “defensor da democracia” que flerta com autoritarismo.
Quem permanecer em Salvador durante o feriadão terá uma boa oportunidade para reunir amigos, ouvir…
Ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto denunciou a situação dramática…
João Roma, ex-ministro e pré-candidato ao Senado pela oposição ao PT na Bahia, fez duras…
ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, usou o painel do…
O primeiro semestre de 2026 marcou o ciclo mais intenso de alterações legislativas em matéria…
Protocolei na Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 166/2026, que propõe a aceitação de…
This website uses cookies.