Arquivo Agência Brasil
A Tuberculose continua a ser uma grande problema de Saúde Pública. São quase 10 milhões de casos novos por ano no mundo e 70 mil apenas no Brasil. Na Bahia, ocupamos terceiro lugar em número de caso, perdendo apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. São cinco mil casos novos na Bahia com aproximadamente 400 mortes. A transmissão é feita pelo bacilo de Koch e por via respiratória (tosse, espirro, falar, cantar). Naturalmente, em ambientes insalubres, pouco arejados e ventilados, a contaminação é muito maior, assim como em casas com poucos cômodos e com um grande número de pessoas.
A doença está intimamente ligada à pobreza, desnutrição, saneamento básico e educação, embora potencialmente todos os indivíduos sejam vulneráveis. Os fatores de risco são: pobreza, saneamento básico, bairros muito populosos, grandes aglomerados, bairros periféricos, favelas. Outros fatores de risco são idade avançada, doenças crônicas como Tabagismo, Diabetes, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e o uso de medicações que alteram o sistema imunológico. A doença mais relacionada com a Tuberculose, no mundo, é o HIV. Esta doença reduz o sistema imunológico favorecendo o surgimento da tuberculose, assim a última é uma importante causa de morte nestes pacientes. O diagnóstico é feito pelas manifestações clínicas que podem variar de quadros assintomáticos, ao quadro clássico de febre no final da tarde, sudorese, emagrecimento, tosse seca ou com escarro amarelado e/ rajas de sangue, dor torácica e falta de apetite em muitos casos.
A pesquisa do bacilo no escarro e cultura do escarro são ferramentas simples e disponíveis em todos ou na maioria dos postos de saúde. Hoje existe o Teste Rápido Molecular, em centros de referência para tratamento da tuberculose, que permite a identificação do bacilo em duas horas em amostra do escarro, dando pista para a possibilidade de tuberculose multirresistente. A tuberculose tem grande potencial de cura completa, até mesmo sem sequelas, quando se faz o diagnóstico precoce e não se abandona o tratamento, que dura seis meses e é gratuito. A radiografia do tórax é de grande ajuda diagnóstica, na identificação e suspeita da tuberculose ativa, mesmo em indivíduos sem sintomas.
Quando alguém é acometido pela doença, toda a família deve ser examinada para avaliar contaminação (tuberculose latente), ou doença ativa em familiares e pessoas com as quais teve contato. Os pacientes, após o tratamento, devem continuar com acompanhamento médico periódico, para avaliar possibilidade de reativação da enfermidade. Ainda existe enorme preconceito em relação à doença, o que gera ansiedade e depressão em muitos pacientes, dificultando sua cura, e estimulando o abandono do tratamento. Por isso, em muitos casos, é necessário apoio psicológico. A tuberculose é um problema social de responsabilidade de todos. Os programas de controle da tuberculose no Brasil têm sido muito bons, mas certamente podem melhorar. No Brasil, a média de tempo entre o início da doença e o começo do tratamento são 90 dias, tempo suficiente para disseminar a enfermidade. Uma pessoa não diagnosticada e tratada pode potencialmente contaminar de 10 a 15 pessoas.
Os desafios são: o diagnóstico precoce; terapêutica efetiva e supervisionada para evitar abandono e multirresistência; informação ampla e periódica sobre a doença; redução da taxa de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza.
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