Arquivo Reuters
Donald Trump voltou a endurecer o discurso contra práticas comerciais que considera injustas e incluiu o Brasil na lista de países que enfrentarão tarifas recíprocas. Em seu discurso ao Congresso, o ex-presidente dos Estados Unidos afirmou que a União Europeia, China, Brasil, Índia, México e Canadá aplicam taxas “tremendamente mais altas” do que os EUA e prometeu retaliação.
“Outros países usaram tarifas contra nós por décadas, e agora é a nossa vez de começar a usá-las contra eles”.
A nova política de Trump pode afetar diretamente o comércio brasileiro, que já enfrenta desafios no mercado internacional. Segundo ele, qualquer tarifa imposta pelos parceiros comerciais será cobrada na mesma medida. “Se aplicarem medidas não tarifárias para nos manter fora do mercado deles, faremos barreiras não monetárias para mantê-los fora do nosso”, reforçou.
A decisão faz parte de uma investigação comandada pelo governo americano, que deve ser concluída em 1º de abril.
O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, destacou que os Estados Unidos foram “enganados no mundo todo” e que as novas tarifas visam corrigir esse desequilíbrio. Para Trump, a resposta firme trará “trilhões de dólares” e criará empregos no país.
Enquanto isso, o governo brasileiro precisa se preparar para o impacto da mudança, que pode atingir exportações nacionais e exigir uma nova postura frente ao comércio exterior.
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