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A juventude da Bahia está sendo dizimada. Jovens ainda imberbes, sem sequer terem começado a viver plenamente, enfrentam diariamente a violência e, muitas vezes, acabam tombando diante da polícia ou do crime organizado. A realidade é dura: na Bahia, a violência não respeita o dia, a hora nem o lugar.
Diante desse quadro, é impossível não questionar: qual o programa efetivo de lazer, esporte e cultura que os governos oferecem aos nossos jovens? Onde estão as metas específicas para mudar esse cenário?
Não basta inaugurar obras pontuais ou anunciar iniciativas sem continuidade. O que se exige é planejamento com objetivos claros e mensuráveis: quantos centros esportivos serão construídos, quantos jovens terão acesso a programas culturais, qual a meta de redução da evasão escolar e, sobretudo, de diminuição da violência juvenil. Sem isso, o discurso oficial se perde em promessas vazias.
A juventude precisa de perspectivas, de portas abertas para o estudo, o esporte, a arte e o trabalho. Cada jovem perdido para a violência representa não apenas uma vida interrompida, mas também uma derrota para toda a sociedade.
É hora de cobrar coragem política, metas concretas e compromisso real. A juventude baiana não pode continuar sendo deixada à própria sorte — ou à mira da violência.
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