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É intérprete de Libras? Mercado está em alta e pode ser uma boa oportunidade de negócio



Prática que ganhou força na pandemia, a adoção da língua de sinais está cada vez mais presente nos mais diversos locais – como shows, canais de comunicação, lives nas redes sociais, audiências jurídicas e julgamentos, ou produções audiovisuais voltadas à educação. É um campo amplo de atuação para os intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), como é o caso da TraceOn, empresa de São Paulo (SP).

Uma das sócias do negócio é Paloma Bueno, que atua na profissão há 11 anos – mas que já cultivava uma paixão pela Libras há muito tempo. Ela já foi empregada, autônoma e agora comanda a TraceOn, em parceria com o esposo, e que ganhando espaço e faturando cada vez mais. Nos últimos cinco anos, a média de crescimento tem sido de 100%. Paloma conta que o negócio avançou muito com a pandemia.

“O mercado aqueceu e permaneceu muito mais divulgado. A pandemia ajudou a disseminar mais ainda a Libras e acredito que o movimento se manteve, de forma diferente, com mais consciência sobre a importância da acessibilidade para pessoas surdas”, comenta a empresária, que foi selecionada pelo Sebrae para montar um estande na Campus Party como startup de inovação e impacto social.

Divulgação

Atualmente, a TraceOn conta com uma carteira de cerca de 200 clientes. Para atender a todos eles, a empresa tem cinco colaboradores – dos quais dois são pessoas surdas. Além deles, contabiliza mais cinco prestadores de serviços externos e diversos intérpretes parceiros. “O que percebo é que o mercado exige uma formalidade, pois atuamos em um mercado B2B (Business to Business). As empresas nos exigem que sejamos Pessoa Jurídica (PJ) e que tenhamos uma boa estrutura”, explica a empreendedora.

Além de atuar como intérprete, Paloma Bueno oferece palestras para que mais profissionais do setor de tradução e interpretação se capacitem e possam apresentar melhor o seu produto.

“Ensino como ter um perfil interessante, focados nessa área, e como trabalhar o público que tem interesse em tornar seus conteúdos mais acessíveis. Além disso, faço um treinamento com intérpretes que querem empreender, mostrando como montar uma boa produção de vídeo e vender mais e melhor o serviço e fidelizar os clientes”, comenta.

Formalização – A formalização e o registro da empresa geram oportunidades e ganhos para o negócio. Além disso, o empreendimento tem mais chances de fechar parcerias, acessar linhas de crédito, entre outros benefícios. De acordo com levantamento do Sebrae com base em dados do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Receita Federal do Brasil, existem cerca de 2 mil negócios do ramo de tradução e interpretação de Libras formalizados no país – a profissão não está configurada entre os CNAE (Classificação Nacional das Atividades Econômicas) que podem ser microempreendedores individuais (MEI). Veja aqui como abrir uma microempresa.

Lives do Sebrae – O Brasil contabiliza cerca de 10,7 milhões de pessoas com algum tipo de perda auditiva – sendo que 2,3 milhões são surdas. Para promover a inclusão, o Sebrae, a partir deste mês de agosto, passará a contar com uma intérprete como a Paloma em todas as suas transmissões – nos eventos presenciais da instituição, a presença do tradutor já é comum. A iniciativa é resultado de um processo de discussão que a entidade vem promovendo internamente com suas lideranças e a diretoria. Margarete Coelho, diretora de Administração e Finanças, ressalta que a acessibilidade é tema prioritário.

“Com essa ação, queremos ressaltar que desejamos que não haja nenhuma barreira entre as pessoas e o Sebrae. A acessibilidade é um direito desse público e é nosso dever procurar cumpri-lo. Além disso, com a capilaridade enorme que temos, levaremos essa pauta para os pequenos empreendedores, fazendo com que ela chegue na base”, assegura Margarete Coelho.

A intérprete de Libras Paloma Bueno aprovou a medida. “É uma iniciativa muito importante para que o público surdo tenha acesso aos mesmos conhecimentos que o público ouvinte, com a qualidade que o Sebrae oferece”, argumenta.



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Emmanuel

Como me defino? Pernambucano, católico e ANCAP. Sem mais delongas... " Totus Tuus Mariae". "... São os jovens deste século, que na aurora do novo milénio, vivem ainda os tormentos derivados do pecado, do ódio, da violência, do terrorismo e da guerra..." Um adendo: somos dois pernambucanos contra um "não-pernambucano". Rs

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