Crédito: José Cruz/Agência Brasil
O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, enviou à primeira instância petições referentes a cerca de 22 políticos baianos, entre eles João Leão (PP), Jaques Wagner (PP), Marcelo Nilo (PSL), Waldir Pires (PP), Leur Lomanto Jr. (PMDB), Adolfo Viana (PSDB), Mário Negromonte, Geraldo Simões e Juçara Oliveira, Colbert Martins (PMDB), Mário Kertész e Geraldo Jr (SD), além dos vereadores Paulo Câmara (PSDB), Tiago Correia (PSDB), Henrique Carballal (PMDB), Paulo Magalhães Jr. (PMDB) e Edvaldo Brito (PSD).
De acordo com o documento, os delatores da Odebrecht apontaram que o vice-governador João Leão teria recebido “pagamento de vantagem indevida a pretexto de contribuição da campanha eleitoral de João Felipe de Souza Leão à Câmara dos Deputados, ano de 2010”. Além disso, o texto diz que o pepista “figurou como Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ocasião em que ofereceu favorecimento ao grupo Odebrecht”, em uma espécie de contrapartida. O MPF citou também a “existência de planilha que indica a efetiva realização de pagamentos em favor de João Leão, inclusive com indicação de vinculação à Usina Eldorado”.
Por sua vez, o ex-governador Jaques Wagner teria recebido contribuição para campanha eleitoral. “Tais pagamentos teriam sido motivados pela concessão de benefícios fiscais associados ao ICMS que teriam favorecido o grupo Odebrecht”, diz a petição. “Narra-se ainda que, em 2010, o então governador do estado da Bahia Jacques Wagner teria recebido, a título de presente, um relógio no valor de US$ 20.000,00 (vinte mil dólares)”, acrescenta Fachin.
Já em 2014, à época da eleição de Rui Costa, o grupo teria “repassado a Jaques Wagner, também a pretexto de contribuição eleitoral, R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais), valores devidos em razão de dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (CERB)”.
Ex-presidente da Assembleia integra lista
O ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), teria recebido recursos para campanha em 2014. Já os vereadores como Paulo Câmara, Tiago Correia e Henrique Carballal também aparecem relacionados a recebimentos de recursos para campanhas eleitorais. Por sua vez, o vereador Edvaldo Brito aparece ao lado do filho, o deputado federal Antonio Brito. Claudio Melo Filho disse que a Odebrecht apoiou ambos, em 2010: Antônio teria recebido R$ 100 mil, e o pai, que concorria ao Senado, R$ 200 mil.
Além deles, outros 11 políticos com foro privilegiado também foram peticionados, entre os quais estão a senadora Lídice da Mata (PSB), os deputados federais João Carlos Bacelar (PR), Nelson Pellegrino (PT), Jutahy Júnior (PSDB), Arthur Oliveira Maia (PPS), Lúcio Vieira Lima (PDMB) e Antônio Brito (PSD), Daniel Almeida (PCdoB), Mário Negromonte Jr. (PP) e Cacá Leão (PP).
Fonte: Tribuna da Bahia
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