“Só pode falar em fim das cotas raciais quem não é negro ou não sabe do drama dos negros, quem não teve – como eu – que depender da trouxa de roupa que minha mãe lavava e da colher de pedreiro do meu pai”. Assim o vereador Edvaldo Brito (PSD) se posicionou em plenário, na Câmara Municipal, contra o projeto que tramita no Congresso Nacional pelo fim das cotas raciais.
Para o legislador municipal, quem propõe algo desta natureza (a deputada federal Dayane Pimentel – PSL-BA) desconhece as consequências da abolição da escravatura sem indenização, provocando as dificuldades da maioria da população negra brasileira, que não tem recursos, não tem acesso a boas escolas e vive em locais inadequados. “Como ele (o negro) vai competir em igualdade de condições se não tem igualdade de oportunidades?”, questionou.
O vereador prometeu se articular em nível local e nacional para que a matéria não seja aprovada. “Serão necessários décadas ou séculos para que a população negra possa superar a difícil realidade atual, por isso devemos lutar para que permaneçam as cotas, pois é uma forma de reparação, uma forma de antecipar esse tempo de igualdade, é um meio de dar à população negra o acesso às escolas técnicas e às universidades”, opinou.
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