Victor Ferreira / EC Vitória
A eleição que reconduziu Fábio Mota à presidência do Vitória entrou para a história do clube não só pelo resultado, mas pelo tamanho da mobilização. Foram mais de 12 mil sócios aptos a votar, segundo números divulgados pela própria comissão eleitoral, a maior participação já registrada no Barradão. Ao comemorar o desfecho, o dirigente resumiu o clima do pleito ao afirmar que foi a “maior eleição da história do clube”, discurso que ganhou eco entre conselheiros e torcedores que viram no processo um raro momento de fortalecimento institucional no futebol brasileiro.
O pós-eleição, porém, também expôs tensões antigas. Episódios envolvendo o ex-presidente Paulo Carneiro, que acabou intimidado, acuado e posteriormente retirado do estádio, ganharam repercussão nacional e abriram um debate sobre limites, respeito e convivência democrática no ambiente esportivo. Diante disso, nomes históricos do conselho, como Nilton Almeida e Raimundo Viana, defenderam publicamente uma postura firme e institucional, reforçando que o Vitória precisa de conselhos atuantes e independentes para evitar que disputas políticas descambem para a violência.
No campo político do clube, Fábio Mota venceu com vantagem confortável (mais de 60% dos votos válidos), e inicia o novo mandato sob a cobrança de transformar participação em estabilidade.
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